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Hovercraft gigante de 56 m cruza o Canal da Mancha em 35 minutos

O SR.N4, maior hovercraft comercial, cruzou o Canal da Mancha em 35 minutos com 418 passageiros e 60 carros, operação encerrada em 2000 por inviabilidade econômica

O SR.N4, batizado como classe Mountbatten em homenagem ao Lorde Mountbatten, foi desenvolvido a partir de 1965 pela Saunders-Roe, que se fundiria com a Vickers Supermarine para formar a British Hovercraft Corporation
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  • O hovercraft SR.N4, classe Mountbatten, foi desenvolvido a partir de 1965 pela Saunders-Roe e, posteriormente, pela British Hovercraft Corporation, chegando a 56,38 metros no Mk III com capacidade para 418 passageiros e 60 carros.
  • O coração do veículo eram quatro turbinas a gás Rolls-Royce Proteus, com hélices de propulsão montadas em pórtico acima do casco, operadas por uma tripulação de três pessoas.
  • A rota Dover–Boulogne, de cerca de 56 quilômetros, era percorrida em aproximadamente 35 minutos; o recorde de travessia ocorreu em 14 de setembro de 1995, quando o exemplar Princess Anne encerrou o trajeto em 22 minutos.
  • As operações do SR.N4 terminaram em 1º de outubro de 2000, devido à abertura do Eurotúnel em 1994 e à competição com ferries de alta velocidade, com a frota encerrada pela empresa Hoverspeed.
  • O exemplar Princess Anne foi preservado no Hovercraft Museum, em Lee-on-Solent, Hampshire, como testemunho da era de ouro desse meio de transporte.

O hovercraft gigante de 56 metros cruzava o Canal da Mancha em 35 minutos, transportando 418 passageiros e 60 carros. Chamado SR.N4, oferecia uma travessia alternativa aos ferries tradicionais, flutuando sobre um colchão de ar. A operação fazia parte de uma era em que o canal era atravessado com velocidade.

Desenvolvido pela empresa britânica Saunders-Roe, o SR.N4 nasceu na metade dos anos 1960 e chegou a compor a frota de uma categoria de hovercrafts comerciais. Seu casco era sustentado por uma saia de borracha e por patins de borracha, que compunham a base de apoio do veículo.

O coração do sistema eram quatro turbinas a gás Rolls-Royce Proteus, conectadas a ventiladores e hélices. Operadas por tripulação de três pessoas, as turbinas impulsionavam o conjunto para frente, com capacidade de manobra por meio de hélices orientáveis.

Ao longo de três gerações, o SR.N4 evoluiu do Mk.I ao Mk.III, com aumento de comprimento, passageiros e carros transportados. O Mk.III alcançou 56,38 metros de comprimento, 418 passageiros e 60 carros, mantendo velocidades superiores a 120 km/h em alguns trechos.

A rota Dover–Boulogne, de aproximadamente 56 km, era percorrida em cerca de 35 minutos na operação normal. Em 14 de setembro de 1995, o exemplar Princess Anne estabeleceu o recorde de 22 minutos, ainda não superado entre hovercrafts comerciais com carros.

Entre 1968 e 2000, o SR.N4 manteve operações contínuas, tornando-se referência histórica no transporte de superfície. A longevidade ocorreu mesmo diante da chegada do Eurotúnel e da concorrência de ferries rápidos.

Encerramento das atividades ocorreu em 1º de outubro de 2000, após fusão das operadoras e diante de custos de manutenção elevados. O único Mk.III preservado, o Princess Anne, está no Hovercraft Museum, como legado de uma técnica não repetida.

O SR.N4 deixou marcas na engenharia naval e de transporte, com uma configuração de quatro turbinas e uma saia periférica que influenciariam estudos posteriores. Hoje, o recorde de 22 minutos permanece como marco histórico do canal.

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