- A tecnologia PlasticRoad, implementada em Zwolle, Holanda, usa blocos modulares de plástico reciclado no lugar do asfalto convencional.
- Os módulos são ocos, armazenando água da chuva e permitindo infiltração gradual no solo para reduzir enchentes urbanas.
- A montagem é rápida, feita por encaixe, e exige menos maquinário pesado; o peso leve favorece solos pantanosos ou instáveis.
- Em comparação com o asfalto tradicional, a solução oferece até três vezes mais durabilidade e instalação em dias, não semanas.
- O interior oco também facilita a passagem de cabos e fibra óptica, e os módulos podem ser reciclados ao fim da vida útil, apoiando cidades inteligentes.
A tecnologia PlasticRoad, criada para pavimentar ruas com plástico reciclado, foi implementada inicialmente em Zwolle, na Holanda. O objetivo é substituir o asfalto derivado de petróleo por módulos pré-fabricados, que formam vias ocas por dentro. A ideia é evitar enchentes urbanas e aumentar a durabilidade.
Os blocos, leves e encaixáveis como Lego, são feitos a partir de lixo plástico recolhido em oceanos e aterros. A montagem modular permite que uma ciclovia ou rua seja instalada em poucos dias, reduzindo emissões de caminhões de asfalto quente.
A estrutura oca da via atua como reservatório de água pluvial, que se infiltra lentamente no solo. Com isso, o sistema busca reduzir o volume de água nos bueiros em dias de chuva e prevenir alagamentos.
Vantagens técnicas e impactos
- Armazenamento de grandes volumes de água por módulo, favorecendo drenagem.
- Drenagem inteligente que minimiza sobrecarga no sistema de esgoto.
- Espaço oco facilita a passagem de cabos de fibra óptica sem quebrar a pista.
Em comparação com o asfalto tradicional, a montagem dos blocos ocorre em dias, não semanas, e a manutenção pode ocorrer com simples substituição de peças. O peso reduzido facilita a aplicação em solos instáveis.
Especialistas apontam que o material base é 100% reciclado pós-consumo, com possibilidade de reciclagem ao fim da vida útil. A logística associada envolve menos maquinário pesado em áreas residenciais, reduzindo impactos ambientais locais.
O uso de sensores integrados nos blocos pode tornar as vias futuras ainda mais conectadas, ajudando no monitoramento de tráfego e clima. A experiência de Zwolle é citada por gestores urbanos como referência para cidades que buscam infraestrutura mais sustentável.
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