- O submarino que explorava o Pacífico encontrou, a três mil metros de profundidade, uma formação rochosa que lembra uma estrada de tijolos.
- O achado ocorreu em abril de 2022 durante o levantamento da Cordilheira Liliʻuokalani, ao noroeste do Havaí, dentro do Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea (PMNM).
- A observação ocorreu no cume do monte Nootka, a partir do navio oceanográfico E/V Nautilus.
- Segundo análise publicada pelo ScienceAlert, trata-se de um fluxo fraturado de hialoclastito, rocha vulcânica, com fraturas em ângulo de noventa graus.
- O fenômeno visual é resultado do estresse térmico ao longo de milhões de anos, que conferiu à superfície o aspecto de leito de lago seco a trezentos metros de profundidade.
O submarino que explorava o fundo do Pacífico registrou uma formação rochosa a 3.000 metros de profundidade que lembra uma estrada pavimentada. O achado ocorreu em abril de 2022, durante o levantamento da Cordilheira Liliʻuokalani, ao noroeste do Havaí, nas proximidades do Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea.
Ao manobrar pelo cume do monte Nootka, a equipe a bordo do navio oceanográfico E/V Nautilus observou uma superfície fraturada em blocos quase idênticos. A disposição simétrica lembrava, para os operadores, uma estrada de tijolos amarelos do fundo do mar.
O que é a formação
Uma análise publicada aponta que se trata de um fluxo fraturado de hialoclastito, rocha vulcânica formada pelo choque térmico entre lava extremamente quente e água do mar. As fraturas em ângulo de 90 graus criam o efeito visual de calçamento.
Por que parece seco
O estresse térmico acumulado rachou a rocha de modo muito ordenado, simulando um leito de lago seco a 3.000 metros de profundidade. A geometria das fraturas deleita pela simetria ao longo de milhões de anos de vulcanismo costeiro.
Para entender o mergulho, o vídeo da descoberta foi publicado pelo canal oficial do Nautilus, que acompanha expedições marítimas. A gravação mostra o momento em que a câmera ilumina a formação sob a superfície oceânica.
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