- Grupos ambientais temem que as orcas do sul, gravemente ameaçadas, sejam prejudicadas pelo novo gasoduto de Alberta até a costa do Pacífico, em meio à corrida pela infraestrutura de combustíveis fósseis.
- Um documento de política pública sugere facilitar a construção de grandes projetos ao dividir das avaliações, o que críticos dizem poder enfraquecer salvaguardas para espécies em risco.
- Autoridades federais afirmam que não haveria retrocesso e destacam investimentos para proteger baleias e mudanças regulatórias, incluindo aumento da distância entre navios e baleias de 200 metros para 1.000 metros.
- O governo confirmou um acordo para o novo gasoduto, recebido com críticas por grupos ambientais que dizem que maior tráfego de navios aumenta ruído submarino e o risco de derrames.
- Especialistas e organizações ambientais continuam alertando que reduzir proteções legais pode ampliar o risco de extinção das orcas sul-residentes, reforçando a importância de salvaguardas existentes.
O governo canadense pretende avançar com um novo tronco de oleoduto do Alberta até a costa do Pacífico, com construção prevista para começar no fim de 2027. Ambientalistas alertam que esse projeto pode colocar as orcas da região, já em risco, no alvo de novas pressões. A discussão ocorre em meio a leis de proteção de espécies ameaçadas.
O debate envolve o governo federal, comunidades pesqueiras e empresas de transporte marítimo. O foco está na relação entre infraestrutura de combustível fóssil e a proteção de espécies como as orcas residentes do sul, que dependem de salmão chinook para sobreviver.
Um documento de política pública, Getting Major Projects Built in Canada, sugere mudanças no processo de aprovação de grandes obras, incluindo a possibilidade de excluir projetos de avaliações de risco de espécie em perigo. A ideia geraria críticas entre defensores ambientais.
Proposta e implicações legais
O texto aponta que o processo atual é lento e oneroso, propondo reformas para acelerar decisões. Porém, parte da proposta levanta a hipótese de aliviar o estágio de avaliação de risco para espécies ameaçadas. Advogados ambientais veem risco de enfraquecimento de proteções.
Mistakes de proteção são citados por grupos como Raincoast Conservation Foundation, que teme extinção das orcas se as salvaguardas citadas na legislação não forem mantidas. Segundo a organização, a proteção existe para evitar a extinção dessas baleias.
O Ministério dos Transportes informou que investiu 91,3 milhões de dólares para reduzir ameaças às orcas e que a distância mínima entre navios e baleias passará de 200 a 1.000 metros, para minimizar distúrbios. A fala do ministro enfatizou coordenação e planejamento sem reduzir padrões.
Reações e posições
Críticos afirmam que o governo busca favorecer projetos de interesse nacional com revisões menos rígidas quando há risco para espécies. Depois do anúncio, grupos ambientais reiteraram a oposição à flexibilização das regras.
A Ecojustice afirmou que a mudança pode comprometer a proteção de habitats de baleias. A Nature Canada chamou apoiadores a pressionar parlamentares contra a aceleração regulatória, destacando a importância da avaliação ambiental como salvaguarda.
Organizações ressaltam que delays legais já surtem efeito positivo, evitando danos maiores. Autoridades destacam que as medidas propostas não substituem padrões existentes, mas visam melhorar coordenação e decisões rápidas, sem abrir brechas para violações.
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