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Vale gigante em Marte fortalece hipótese de antigo oceano

Vale Shalbatana Vallis, de 1.300 quilômetros, apoia a hipótese de Marte antigo mais quente e úmido, com megainundações, vulcanismo e possível oceano

Imagem da Mars Express revela terreno caótico em Shalbatana Vallis, próximo ao equador marciano. (Imagem: ESA/DLR/FU Berlin)
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  • Vale Shalbatana Vallis, com cerca de 1.300 quilômetros, fica próximo ao equador de Marte e pode ter sido moldado por megainundações há cerca de 3,5 bilhões de anos.
  • Estrutura abriga canais profundos, atingindo até 500 metros de profundidade em alguns trechos, indicativo de fluxos de água intensos.
  • A região apresenta terreno caótico, depósitos de cinzas vulcânicas e cristas enrugadas associadas a antigos fluxos de lava.
  • Dados de imagens da missão Mars Express (Agência Espacial Europeia) sugerem história geológica ativa, com erosão por água líquida e processos vulcânicos.
  • A configuração termina em áreas baixas do hemisfério norte, alimentando a hipótese de um oceano antigo em Marte, num passado mais quente e úmido.

O vale Shalbatana Vallis, próximo ao equador de Marte, tem cerca de 1.300 quilômetros de extensão. Imagens da missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia, indicam sinais de antigas inundações, atividade vulcânica e possíveis ambientes aquáticos.

Segundo os dados, o surgimento do vale ocorreu há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando grandes volumes de água subterrânea romperam a superfície. Megainundações teriam aberto canais largos, com profundidades próximas a 500 metros em pontos estratégicos.

A região mostra também depósitos escuros possivelmente de cinzas vulcânicas e cristas enrugadas, associadas ao resfriamento de fluxos de lava. O terreno caótico aponta para colapsos provocados pelo derretimento de gelo subterrâneo.

Sinais de vulcões, gelo e um possível oceano marciano

As imagens em alta resolução reforçam a ideia de uma Marte geologicamente ativo no passado. A região termina em áreas baixas do hemisfério norte, onde muitos canais desembocaram, alimentando a hipótese de um vasto oceano antigo.

Hoje, Marte é frio e seco, mas o registro de crateras desgastadas, mesas rochosas e canais erosivos continua servindo como arquivo da evolução planetária. Cada imagem ajuda a reconstruir um passado possivelmente mais similar ao da Terra antiga.

Marte ainda guarda marcas de um passado surpreendente

As evidências sustentam a hipótese de que o planeta teve água líquida e atividade interna intensa em épocas remotas. O material obtido pela HRSC, câmera da Mars Express, é considerado crucial para entender a história geológica marciana.

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