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A batalha pelos métodos de controle de geada no Canadá esquenta

Produtores de Ontario discutem duas técnicas de proteção contra geadas: enterramento das vinhas versus mantas geotérmicas, com custos, mão de obra e impacto na colheita

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  • Produtores de vinho da Ontario discutem dois métodos de proteção contra geada: enterrar as vinhas (hilling up) versus lonas/geotêmpãos geotérmicos (teepees) sobre as plantas.
  • O cenário climático extremo inclui quedas de até -25°C a -35°C, com danos graves à colheita de uvas; a cena é reforçada pela tensão comercial entre Canadá e EUA que pode reduzir apoios externos.
  • No método hilling up, as vinhas são enterradas no solo entre outubro e o manejo envolve cerca de 80 mil plantas, com quatro varas por planta; a retirada ocorre no fim de abril/princípio de maio.
  • As geotêmporas derrubam custos com calefação e mão de obra, mantendo as vinhas sob tecido desde dezembro; a proprietária Westcott Vineyards aponta zero perda de broto e retorno do investimento já no primeiro ano.
  • Especialistas ponderam adoção mista no futuro; alguns temem riscos de usar as lonas, como predadores e necessidade de ajustes estruturais, enquanto outros veem vantagens na proteção do forno de solo e na antecipação de colheitas.

Doenças do frio e mudanças climáticas elevam a tensão entre vinicultores de Ontario. Em eventos como Taste Canada, produtores discutem como proteger as vinhas das geadas sem comprometer o orçamento. A escolha entre métodos tradicionais e tecnológicos mostra o embate regional.

A região enfrenta quedas de temperatura que chegam a -25°C em invernos recorrentes. Em 2024, Washington chegou a fornecer uvas para a Colúmbia Britânica após uma geada severa, mas diferenças comerciais entre Canadá e EUA afetam o cenário.

Os produtores conversam sobre a viabilidade de técnicas diferentes para reduzir danos e manter a qualidade das uvas. A discussão envolve custo, mão de obra e a adaptação a solos específicos, como argila.

Hilling up

Em Prince Edward County, muitos vinicultores adotam o método de enterrar as vinhas sob o solo por meses. O objetivo é evitar a exposição às geadas intensas do inverno.

Norman Hardie, da Norman Hardie Winery, aponta temperaturas extremas como um desafio frequente. Ele destaca que o método exige planejamento cuidadoso, principalmente no preparo do solo após a colheita.

O processo envolve amarrar as plantas a suportes e erguer monte de terra ao redor das vinhas. No fim da temporada, a ordem de desenterro define o início da próxima safra, levantando a dúvida sobre eficiência.

Teepees geotérmicos

Outra linha de atuação usa coberturas geotérmicas sobre as vinhas. A técnica reduz o risco de danos em solos argilosos ao evitar o contato direto com o frio extremo.

Carolyn Hurst, da Westcott Vineyards, relata que a medida diminuiu perdas desde a adoção. O custo inicial é maior, mas o retorno aparece no primeiro ciclo de uso.

As mantas ficam sobre as plantas até o fim do inverno e criam uma espécie de microclima. Ao ser retiradas, as vinhas costumam estar em desenvolvimento adiantado, abrindo espaço para decisões de colheita mais flexíveis.

Perspectivas e custos

Vineyard managers avaliam a relação entre trabalho, investimento e benefícios. Algumas opções, como geotêxteis, evitam a tarefa de revolver o solo, mantendo a saúde do solo e a viticultura sustentável.

Norm Hardie ressalta que mudanças futuras podem combinar métodos, especialmente em invernos extremos. A experiência regional continua a moldar as escolhas, sem previsão de fim do debate.

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