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Americano contrai Ebola na República Democrática do Congo, diz CDC

americano com Ebola é evacuado para a Alemanha; CDC avalia evacuar outros seis contatos e impõe restrições de viagem aos EUA por 21 dias

Staff members at CBCA Virunga Hospital prepare rooms intended for possible suspected Ebola cases following official announcements in Goma
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  • Um cidadão americano testou positivo para Ebola após trabalhar com um grupo missionário médico na República Democrática do Congo, e está sendo evacuado para a Alemanha para tratamento.
  • O surto na RD Congo já resultou em pelo menos cem mortes, com mais de 390 casos suspeitos.
  • O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informou que pretende evacuar pelo menos mais seis norte‑americanos que estiveram expostos ao vírus.
  • O médico Peter Stafford, da organização Serge, foi diagnosticado; outros dois médicos expostos, inclusive a esposa de Stafford, não apresentam sintomas e seguem em quarentena.
  • O CDC publicou uma nova norma restringindo a entrada de estrangeiros que estiveram em áreas afetadas nos últimos 21 dias, sob a lei Title 42; a Organização Mundial da Saúde declarou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional.

An American foi diagnosticado com Ebola após ter sido exposto durante trabalho com um grupo missionário médico na República Democrática do Congo (RDC). O paciente está sendo evacuado para tratamento na Alemanha, após desenvolver os sintomas no fim de semana, segundo autoridades dos EUA.

A epidemia na RDC já deixou mais de 100 mortes, com mais de 390 casos suspeitos conforme a liderança regional de saúde. O CDC informou que trabalha para evacuar pelo menos mais seis americanos que estiveram expostos ao vírus.

O grupo missionário Serge informou que um de seus médicos americanos, Peter Stafford, testou positivo após atendimento a pacientes no Nyankunde Hospital, em Bunia, RDC. Dois médicos expostos, incluindo a esposa de Stafford, não apresentam sintomas e seguem em quarentena.

Medidas e contexto internacional

O CDC anunciou uma nova ordem para impedir a entrada de viajantes estrangeiros que tenham visitado áreas afetadas nos últimos 21 dias, incluindo RDC, Uganda e Sudão do Sul. A decisão recorre ao Title 42, lei que restringe temporariamente a entrada de não cidadãos por motivos de saúde pública.

Autoridades ressaltam que o risco para a população americana é baixo. Equipes do CDC estão sendo enviadas de Atlanta para a região próxima à epicentro do surto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional.

Natureza do surto e histórico

O vírus em circulação é o Bundibugyo, sem drogas ou vacinas aprovadas. A OMS classificou o surto na região leste da província de Ituri como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, sem caracterizá-lo como pandemia. Alerta-se para a possibilidade de aumento no número de casos e disseminação local ou regional.

Caso anterior de gravidade maior ocorreu entre 2014 e 2016, quando mais de 28 mil pessoas foram infectadas na África Ocidental, com 11 mil mortes. A transmissão humana costuma ocorrer após contato com animais infectados, principalmente morcegos frutíferos.

Os sintomas aparecem entre dois e 21 dias após a exposição e iniciam de forma abrupta, parecendo gripe, com febre, dor de cabeça e fadiga.

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