Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Astrônomos identificam galáxia engolida pela Via Láctea há 10 bilhões de anos

Vestígios de Loki, galáxia anã engolida pela Via Láctea há mais de dez bilhões de anos, sugerem fusão antiga da nossa galáxia

Via Láctea com bilhões de estrelas brilhantes, nuvens de gás e poeira em tons de marrom, laranja e roxo, atravessando um céu noturno escuro
0:00
Carregando...
0:00
  • Estrelas muito antigas, com assinaturas químicas semelhantes, formam um grupo próximo ao Sol, possível vestígio da galáxia Loki.
  • Loki seria uma galáxia anã que a Via Láctea teria engolido há mais de 10 bilhões de anos, deixando marcas na composição estelar.
  • Observações com espectrógrafo no Telescópio Canadá-França-Havaí e dados do Gaia mostraram órbitas prógrad e retrógrado entre essas estrelas.
  • Simulações sugerem que a fusão ocorreu cerca de 3 bilhões de anos após o Big Bang, explicando as trajetórias distintas.
  • A massa estimada de Loki era cerca de 1,4 bilhão de sóis; o estudo foi publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Há 10 bilhões de anos, a Via Láctea ainda era uma galáxia em formação, sem o formato espiral atual. Um grupo de estrelas antigas pode ser o vestígio de uma galáxia anã apelidada de Loki, possivelmente engolida pela Via Láctea.

Os astrônomos analisaram 20 astros extremamente pobres em metais, próximos ao Sol, a cerca de 6.500 anos-luz. Observações com o Telescópio Canada-France-Harvard e dados do Gaia reconstruíram as órbitas dentro da galáxia.

Parte das estrelas gira no mesmo sentido da Via Láctea, outras em sentido oposto. Contudo, a assinatura química é similar, sugerindo origem comum e não halo típico. A fusão antiga é a explicação mais consistente.

O que foi encontrado

Os pesquisadores propõem que Loki surgiu de uma fusão de uma pequena galáxia com a Via Láctea, há mais de 10 bilhões de anos. Simulações indicam que estrelas da galáxia menor podem adotar trajetórias prógrado e retrógradas.

A massa estimada de Loki seria equivalente a 1,4 bilhão de sóis. Mesmo como vítima antiga, deixaria sinais detectáveis por bilhões de anos, principalmente na química das estrelas envolvidas.

Como foi feito o estudo

O estudo, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, combinou espectroscopia com dados do Gaia. Os espectros revelam elementos químicos, enquanto as órbitas são traçadas usando posições e movimentos.

Os autores destacam que a amostra é pequena (20 estrelas) e cada uma exige observação de aproximadamente quatro horas. Ainda assim, as evidências químicas fortalecem a hipótese da fusão antiga.

Interpretações e próximos passos

Especialistas independentes veem o resultado como intrigante, porém ainda inconclusivo. Outra hipótese é a de dois sistemas com histórias químicas parecidas. Projetos como WEAVE e 4MOST devem ampliar o mapeamento estelar.

Caso Loki exista de fato, novas observações podem identificar mais estrelas associadas a ele. Essas peças permitirão entender melhor o processo de montagem da Via Láctea por meio de acções de acreção.

Contexto cósmico

A descoberta reforça que galáxias grandes crescem devorando sistemas menores ao longo de bilhões de anos. Já houve evidências de fusões anteriores, como Gaia-Sásquia-Enceladus, e Loki pode acrescentar dados a esse quebra-cabeça cósmico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais