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Brasil aprova novo tratamento para DPOC

Nova terapia biológica para DPOC não controlada com inflamação tipo 2 busca reduzir exacerbações e o impacto na vida do paciente e no sistema de saúde

Foto: Freepik (Licença gratuita) / DINO
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  • A Anvisa aprovou a indicação de Nucala (mepolizumabe) para adultos com DPOC não controlada associada à inflamação tipo 2, abrindo uma nova opção de tratamento.
  • A decisão foi baseada no estudo internacional de fase III MATINEE, publicado no New England Journal of Medicine, que mostrou redução significativa de exacerbações moderadas e graves e queda de hospitalizações.
  • A DPOC ainda é subdiagnosticada no Brasil: estima-se que 15 milhões convivam com a doença, e cerca de 70% dos casos não têm diagnóstico formal; é a quinta principal causa de morte no país.
  • O mepolizumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina-5, reduzindo eosinófilos e atuando sobre a inflamação tipo 2 presente em alguns perfis de pacientes com DPOC.
  • Especialistas destacam que a terapia pode ampliar tratamentos personalizados, visando reduzir crises, melhorar a qualidade de vida e aliviar o sistema de saúde.

A Anvisa aprovou um novo tratamento para DPOC, expandindo as opções terapêuticas para adultos com doença não controlada. O fármaco Nucala, já usado para inflamação eosinofílica, passa a ter indicação para reduzir exacerbações em pacientes com DPOC associada à inflamação tipo 2.

A decisão se baseia nos resultados do estudo MATINEE, fase III, publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa avaliou pacientes com DPOC e eosinófilos elevados, mostrando queda significativa nas exacerbações moderadas e graves.

A indicação prevê uso em indivíduos que convivem com crises respiratórias mesmo na terapia tripla inalatória, composta por corticosteroide, LABA e LAMA. A meta é reduzir hospitalizações e atendimentos de emergência.

Especialistas destacam que exacerbações aceleram a progressão da doença e elevam mortalidade. A DPOC é heterogênea, e a terapia direcionada pode auxiliar na personalização do tratamento com base em biomarcadores.

A DPOC permanece subdiagnosticada no Brasil. Estima-se que cerca de 15 milhões convivam com a doença, mas aproximadamente 70% ainda não têm diagnóstico formal. A condição figura entre as principais causas de morte no país.

O mepolizumabe atua neutralizando a interleucina-5, reduzindo eosinófilos no sangue e, assim, modulando a inflamação tipo 2. Além da DPOC, a droga já é aprovada para asma eosinofílica grave e outras doenças inflamatórias.

Para Olavo Corrêa, presidente da GSK Brasil, a aprovação representa um marco para pacientes com crises mesmo sob tratamento convencional. A empresa busca ampliar opções mais direcionadas e eficazes.

As exacerbações elevam o risco de internação e mortalidade. O manejo adequado da DPOC, com fármacos, reabilitação pulmonar e acompanhamento médico, continua sendo a estratégia fundamental para reduzir impactos na qualidade de vida.

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