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Conflito no Oriente Médio pode afetar tráfego global de internet

Guerra no Oriente Médio pode afetar tráfego global de internet por cabos submarinos no Estreito de Ormuz, alertam especialistas

Uma fotoilustração tirada em Nicósia em 4 de maio de 2026 mostra uma pessoa em frente a uma tela grande que exibe os movimentos de embarcações no Estreito de Ormuz em um site de rastreamento de navios (./AFP)
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  • Especialistas em cibersegurança alertam que a guerra no Oriente Médio pode impactar a infraestrutura digital global, especialmente os cabos submarinos de fibra óptica.
  • O Estreito de Ormuz concentra conexões críticas que interligam Ásia, Oriente Médio e Europa; a região já foi rota importante para o petróleo e gás, com potencial de interrupção de serviços de telecomunicações.
  • O conflito entre Estados Unidos e Irã, em atividade há quase três meses, já resultou em bloqueios do Ormuz a países considerados hostis, elevando o risco de danos, instabilidade ou sabotagens nos cabos.
  • Os impactos previstos incluem maior latência, lentidão e indisponibilidade parcial de serviços, além de maior vulnerabilidade digital, sem exigir um apagão total da internet.
  • No Brasil, o efeito pode vir de forma indireta, afetando empresas dependentes de conectividade internacional e serviços hospedados no exterior; reforçar a resiliência operacional é recomendado.

Especialistas em cibersegurança alertam para um risco indireto da guerra no Oriente Médio: impactos na infraestrutura digital global. O foco recai sobre os cabos submarinos de fibra óptica, considerados a espinha dorsal da internet, responsáveis por cerca de 95% a 99% do tráfego mundial.

A tensão envolve o Irã, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, rota estratégica que já movimentava 20% do óleo e gás marítimos. A região concentra conexões críticas de telecomunicações que interligam Ásia, Oriente Médio e Europa.

O conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura quase três meses, levou ao estabelecimento de bloqueios e de um suposto regulador regional no Estreito de Ormuz. Tais medidas elevam o risco de interrupções no tráfego de dados por danos ou desacelerações na cadeia de conectividade global.

O problema não é um apagão total, segundo especialistas. Pode haver aumento de latência, lentidão e indisponibilidades parciais de serviços, o que afeta serviços financeiros, videoconferência, nuvem e redes sociais.

Outro temor envolve a ampliação da guerra híbrida, que combina ações militares com ataques cibernéticos e desinformação. Em escaladas geopolíticas, crescem tentativas de invasões a sistemas críticos, ataques DDoS e ações para desestabilizar infraestruturas essenciais.

Mesmo distantes do epicentro, países e empresas podem sentir efeitos indiretos. Empresas com alta dependência de conectividade internacional ou de serviços hospedados no exterior permanecem mais vulneráveis a interrupções operacionais.

Risco operacional e resiliência

A depender da evolução do cenário regional, o impacto nos serviços digitais pode exigir maior foco em resiliência operacional. Empresas e governos são aconselhados a revisitar planos de continuidade, redundâncias de rede e medidas de proteção a sistemas críticos.

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