- A doença mão-pé-boca é causada por enterovírus da família Coxsackie e é muito contagiosa, comum em crianças até cinco anos, mas pode atingir adultos.
- Os principais sinais são febre alta, dor de garganta e lesões dolorosas na boca, mãos e pés.
- A transmissão ocorre por saliva, tosse, espirros e fezes; a infecção pode ocorrer antes dos sintomas e durar semanas.
- O diagnóstico pode ser confirmado por PCR; o tratamento é principalmente de suporte, sem antiviral específico.
- A prevenção envolve higiene das mãos, higiene de objetos e superfícies, evitar beijar crianças na boca e manter crianças com sintomas afastadas da escola.
A doença mão-pé-boca (MPB) é causada por enterovírus da família Coxsackie e é altamente contagiosa. Afeta principalmente crianças até cinco anos, mas pode alcançar adultos. A transmissão ocorre por saliva, tosse e contato com fezes.
Alertei sobre a experiência de mães que lidam com o problema: Ester, de 3 anos, teve febre alta e dor na garganta, agravadas pela dificuldade de engolir. O surto ocorreu após contato com outra criança da família.
A síndrome costuma ter início com febre e dor local, seguidos por lesões vesiculares na boca, nas mãos e nos pés. O vírus pode ser transmitido antes dos sintomas e permanecer nas fezes por semanas.
Sintomas e diagnóstico
Lesões dolorosas, vesículas ou pápulas na boca, mãos e pés são típicas. Em alguns casos, podem surgir lesões no nariz, garganta e língua. Em alguns pacientes há descolamento de unhas semanas após a fase aguda.
Exames como PCR ajudam a confirmar a infecção, detectando o vírus em secreções respiratórias, saliva ou fezes. O diagnóstico também pode considerar histórico clínico e sinais apresentados pelo paciente.
A MPB tende a melhorar em 7 a 14 dias. Não existem antivirais específicos; o tratamento é sintomático, com controle da febre e da dor. Casos graves são raros, exigindo avaliação médica.
Tratamento
A orientação médica é manter hidratação adequada e alimentação adequada à dor bucal. O acompanhamento clínico é suficiente na maioria das situações, com monitoramento de alterações neurológicas ou equilibração de fluidos.
Não há indicação de internação frequente. Em situações atípicas, podem ser solicitados exames complementares para excluir complicações. O uso de laser não é padrão e depende de indicação médica.
Prevenção
Higiene das mãos, higiene de superfícies e brinquedos é essencial para reduzir a transmissão. Evitar beijos na boca e contato próximo entre crianças com sintomas ajuda a prevenir surtos.
Crianças com MPB não devem frequentar a escola até a resolução dos sinais. Em casos de surto, a notificação pode ser necessária conforme orientação local, para monitoramento epidemiológico.
Entre na conversa da comunidade