- O segundo dia do TechEx North America examinou de forma crítica, porém otimista, os impactos da IA nas empresas, buscando evitar que projetos piloto fracassem na prática.
- As sessões de Implementação de IA Empresarial, ROI e Adoção analisaram motivos de pilotos emperrados e ofereceram caminhos, como focar IA em áreas específicas e estruturar dados para sucesso, além de discutir custos com IA baseada em tokens.
- Houve debate sobre comprar versus construir infraestrutura física para IA e estratégias para manter ROI durável em dados e projetos de IA.
- Questões de segurança e governança ficaram em destaque, com velocidade de adoção gerando “velocity gap”; temas como zero trust, shadow AI e governança de dados foram enfatizados para reduzir superfícies de ataque.
- Atrack de IA física atraiu público, com robôs humanoides e aplicações práticas de IA em sistemas físicos; o evento destacou que modelos além de grandes linguagens podem viabilizar o uso corporativo nessa área, com atividades práticas no Learning Hub.
TechEx North America avançou para o segundo dia com foco crítico, porém otimista, sobre IA nas empresas. O encontro abriu discutindo o chamado “cemitério da IA”: projetos que funcionam em pilotos, mas não na prática. A ideia é mostrar caminhos para evitar esse cenário.
As sessões do segundo dia analisaram pilotos paralisados, buscando entender as causas. Houve orientações sobre direcionar IA agentes a áreas de negócio específicas, construir bases de dados preparadas para essa abordagem e lidar com custos de IA baseados em tokens.
Perguntas centrais foram o infra, com debate sobre comprar ou criar infraestrutura física para IA e formas de obter ROI durável em dados e IA, considerando os diversos fatores envolvidos. A discussão enfatizou planejamento e governança desde o início.
Cyber issues
Na arena de Cibersegurança e Nuvem, houve menção a um “gap de velocidade” entre adoção de IA gerativa e governança de segurança. Em organizações onde a implementação avança rapidamente, surgem riscos de governança e conformidade.
A palestra destacou o papel duplo da IA: pode fortalecer defesas e ampliar vulnerabilidades, com ferramentas de varredura de atacantes que utilizam IA para explorar falhas. O tema de Shadow AI também apareceu como risco de uso não autorizado de ferramentas.
A governança de dados ganhou peso, com necessidade de supervisão mais integrada entre setores de segurança cibernética, dados e nuvem. A adoção de zero trust foi apresentada como resposta para controlar o acesso de serviços e agentes no ecossistema de TI.
The march of the robots
No pavilhão, robôs humanoides despertaram entusiasmo, ao lado de uma forte audiência para a nova faixa de Physical AI. Paineis apontaram que a codificação de software tem gerado resultados práticos com modelos de linguagem em contextos profissionais.
Opiniões divergentes sinalizaram que sistemas físicos automatizados devem ser o próximo elo de benefício econômico, à medida que novos modelos amadurecem e são aplicados a contextos de negócios. Mesmo não envolvendo apenas LLMs, os dispositivos devem dialogar com pessoas para ganho de produtividade.
Novos aprendizados no evento
A programação incluiu sessões práticas de codificação para criar modelos agents, com exercícios em Google Colab. O TechEx Learning Hub trouxe oficinas da Nvidia e um Hackathon da Google, reunindo desde iniciantes até desenvolvedores experientes.
O objetivo é transformar teoria em prática, com decisões de alto nível e soluções técnicas que avancem de forma alinhada às necessidades do mercado. A próxima etapa do TechEx ocorre em Amsterdam, em setembro, com expectativas de avanços adicionais.
Observação: a cobertura evita opiniões, mantendo o foco em fatos, dados e desdobramentos apresentados no evento. As informações são compiladas a partir das atividades e falas observadas no segundo dia de TechEx North America.
Entre na conversa da comunidade