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Lula propõe parceria EUA em terras raras se Trump frear tensão com China

Brasil mira parceria com EUA na exploração de minerais críticos, desde que Trump reduza tensões com Xi; soberania nacional permanece preservada

A declaração foi feita durante a inauguração de novas instalações do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP) - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)
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  • Lula propõe parceria com os Estados Unidos na exploração de minerais críticos, desde que Donald Trump reduza tensões com Xi Jinping, durante a inauguração do Sirius em Campinas.
  • O presidente afirmou que o Brasil não pretende impor restrições a parceiros internacionais e busca ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral.
  • Lula destacou que o Brasil conhece apenas cerca de 30% de seu potencial mineral e que a ciência brasileira terá papel central na identificação dessas riquezas.
  • O governo reforçou a soberania nacional sobre os recursos naturais, defendendo que minerais críticos e terras raras sejam explorados com participação da indústria brasileira e processamento no país.
  • A cerimônia encerrou a entrega de quatro novas linhas de luz do Sirius (Sapucaia, Quati, Sapê e Tatu), com investimento de R$ 800 milhões via Novo PAC, para pesquisas em semicondutores, baterias e novos materiais.

Durante a inauguração de novas instalações do acelerador Sirius, em Campinas (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a possibilidade de parceria com os EUA na exploração de minerais críticos, caso o governo americano reduza tensões com a China.

O objetivo é avançar com estudo e tecnologia, não apenas cavar recursos. Lula enfatizou que a colaboração dependerá de inteligência, ciência e conhecimento para acelerar resultados em curto prazo.

Ele destacou que o Brasil não pretende impor restrições a parceiros internacionais e busca ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral, mantendo a soberania sobre os recursos.

Ainda, o presidente afirmou que o Brasil conhece apenas cerca de 30% do seu potencial mineral e que a ciência brasileira terá papel central na identificação dessas riquezas, com cooperação de diversos países.

O discurso reforçou a ideia de que minerais críticos e terras raras devem ser explorados com participação da indústria brasileira e processamento feito no país, sem abrir mão da soberania.

A cerimônia marcou a entrega de quatro novas linhas de luz do Sirius — Sapucaia, Quati, Sapê e Tatu —, com investimento de 800 milhões de reais pelo Novo PAC, para pesquisas em semicondutores, baterias e novos materiais.

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, responsável pelo Sirius, ficará responsável pelo mapeamento de minerais estratégicos e pelo desenvolvimento de tecnologias de exploração e industrialização.

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