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Navio furtivo de 15.000 toneladas disfarçado como barco de pesca no radar

Zumwalt, destróier furtivo de 15.656 toneladas, reduz assinatura de radar e se posiciona como plataforma para ataques de precisão terrestre

(Imagem ilustrativa)Destróier furtivo com design de baixo perfil (tumblehome) e tecnologia de computação integrada para operações avançadas
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  • O Zumwalt, destróier DDG 1000, tem 15.000 toneladas e um design furtivo que o faz parecer um barco de pesca no radar.
  • O casco com tumblehome e a superestrutura de materiais que absorvem radar reduzem a assinatura, permitindo operação próxima à costa.
  • Automação integrada permite operação com cerca de 150 marinheiros, menos da metade do que os destróieres da classe Arleigh Burke.
  • Dados estruturais: deslocamento de 15.656 toneladas, armamento principal AGS de 155 mm, propulsão elétrica IPS de 78 megavatts e assinatura de radar similar à de um barco pesqueiro.
  • Desafios e futuro: custo de projétil próximo de um milhão de dólares levou ao cancelamento da compra; planos de substituir canhões por tubos de lançamento de mísseis hipersônicos e testes com lasers.

O Zumwalt (DDG 1000) é um destróier de guerra dos Estados Unidos com 15.000 toneladas, apresentado como um navio de baixa assinatura de radar. Seu design futurista o faz parecer menor aos radares inimigos, dificultando a detecção.

A embarcação utiliza o casco com perfil de tumblehome, inclinando-se para dentro acima da linha d’água, aliado a uma superestrutura de materiais que absorvem ondas. Juntas, as mudanças reduzem a visibilidade do navio no radar.

A construção representa a visão de uma plataforma autônoma, capaz de operar próximo à costa com menor necessidade de tripulação. O DoD dos EUA detalha a tecnologia embarcada como base para ataques de precisão terrestre.

Design e furtividade

O tanque de energia e o arranjo do casco contribuem para a assinatura de radar muito baixa, equivalente à de um barco pesqueiro pequeno. O conjunto é descrito como a maior inovação em arquitetura naval dos EUA nas últimas décadas.

A integração de sistemas busca transformar o Zumwalt em plataforma versátil, capaz de realizar operações com uma tripulação de aproximadamente 150 marinheiros, menos da metade de destróieres da classe Arleigh Burke.

Estrutura e capacidades

O deslocamento é de 15.656 toneladas, tornando-o o maior destróier da Marinha dos EUA. O armamento principal é o Sistema de Canhão Avançado de 155 mm (AGS) e a propulsão é elétrica, com 78 Megawatts. A assinatura de radar é destacada pela redução de detecção.

O conjunto eletrônico permite que o navio opere com maior furtividade, favorecendo ataques de precisão terrestre em cenários costeiros.

Desafios do armamento

O projeto original previa o AGS para disparar munições guiadas a mais de 100 km. Contudo, o custo de cada projétil atingiu quase um milhão de dólares, levando a Marinha a cancelar a aquisição da munição.

Essa situação impulsionou a busca por novas utilidades para o canhão e pela adaptação da plataforma a missões de defesa ou ataque distinto, conforme a doutrina vigente.

Comparação com a Arleigh Burke

O Zumwalt foca em furtivo e infiltração litorânea, ao passo que a classe Arleigh Burke enfatiza defesa antimíssil e proteção de frota. A assinatura de radar do Zumwalt é menor, enquanto os barcos de linha de defesa aérea apresentam maior leituras de radar.

A doutrina de uso evidencia o contraste entre as duas abordagens: o Zumwalt busca ataques terrestres com menor visibilidade; as Burke priorizam a proteção da frota e a interceptação de mísseis.

Futuro e hipersônicos

Para não desperdiçar o potencial, a Marinha dos EUA planeja remover os canhões de 155 mm e instalar tubos de lançamento para mísseis hipersônicos. A energia gerada pelo navio facilita também a experimentação com armas a laser.

Essa modernização segue tendências globais na indústria naval, com o CTMSP acompanhando tecnologias de propulsão e integração de sistemas que refletem lições do projeto furtivo em escala de defesa nacional.

Legado e contexto

O Zumwalt, com apenas três unidades completadas, funcionou como laboratório flutuante de alto custo. Demonstrou a viabilidade de redes elétricas integradas e automação extrema para enfrentar ameaças cibernéticas e armas a laser.

Sua silhueta limpa e o desempenho tecnológico marcaram uma ruptura na arquitetura naval, destacando-se como referência para engenheiros que exploram o futuro da guerra de superfície.

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