- Sousan Samadani, 65 anos, de Utrecht, Holanda, decidiu apoiar 100% a campanha Save Soil após assistir a um vídeo sobre degradação do solo.
- Ela acompanhou a viagem de Sadhguru, percorreu 27 países e estendeu a campanha a Nepal, Suriname, Guiana e Guiana Francesa, ajudando em eventos.
- Entre voos, viajaram principalmente de ônibus e trem; Samadani chegou a hitchhiking da Turquia para a Geórgia e participou de ações de campanha durante três meses.
- Durante a jornada dormiu em hostels, com voluntários ou no hotel mais barato, e enfrentou dias sem uma refeição adequada.
- Nascida em Kermanshah, Irã, como bahá’í, mudou-se para Shiraz e, em 1995, imigrou para a Holanda com a família; ela sonha em levar solo seguro ao Irã.
Sousan Samadani, nascida no Irã e morando em Utrecht, na Holanda, decidiu dedicar 100% de suas atividades à campanha Save Soil após assistir a vídeos sobre a degradação do solo. A gravação mostrava o risco de extinção do solo vivo, segundo a Unesco, que estima danos severos até 2050.
O movimento Save Soil foi criado pelo líder espiritual Sadhguru. Em 2022, ele lançou uma viagem de 19 mil milhas de moto pela Europa, Oriente Médio e Índia para ampliar a conscientização sobre o tema.
Trajetória de voluntariado e mobilização
Samadani, hoje com 65 anos, acompanhou parte da caravana de Sadhguru e decidiu seguir sua própria rota paralela, somando encontros em 27 países e estendendo a campanha até Nepal, Suriname, Guyana e Guiana Francesa.
Em vez de caravana, ela utilizou ônibus, trem, alguns voos e até carona entre a Turquia e a Geórgia. A reportagem registra viagens de três meses com permanência em hostels, casas de voluntários ou hotéis econômicos.
A nova ativista percorreu distâncias significativas a pé, de bicicleta e por outros meios, mantendo o foco em ações de conscientização em cada parada. Em Utrecht, costuma vestir a camiseta do Save Soil para dialogar com curiosos.
Sobre a motivação pessoal e o futuro
Nascida em Kermanshah, perto da fronteira com o Iraque, Samadani pertence a uma família Bahá’í que enfrentou perseguição no Irã. Ela deixou o país aos 35 anos, buscando proteção na Holanda, onde ensinou piano e cultivou um parquinho de horta.
Ao longo do percurso, a ativista afirma que o objetivo é levar solo seguro para o Irã, país de origem, que vive necessidade crítica nesse aspecto. Ela não retorna ao país há 31 anos, mas mantém a esperança de retornar em condições estáveis e construir um jardim similar ao da família.
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