- Novo surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou mais de 100 mortos e mais de 390 casos suspeitos; Uganda também registrou dois casos, incluindo uma morte.
- Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional; a variante é Bundibugyo e o episódio não é pandemia, mas exige coordenação internacional por risco regional.
- Estados Unidos ativaram uma resposta interinstitucional, com criação de uma célula de coordenação em Washington e gestão de incidentes, mobilizando US$ 13 milhões para vigilância, laboratórios, comunicação de riscos e atendimento clínico.
- Um cidadão americano contraiu ebola na RDC e será transferido para a Alemanha para tratamento especializado.
- Autoridades americanas impuseram restrição temporária de entrada para pessoas que passaram por países afetados nos últimos 21 dias; OMS orienta Congo e Uganda a reforçarem vigilância, rastreamento de contatos, testes, controle de fronteiras e prevenção em unidades de saúde.
O Brasil acompanha o novo surto de ebola na África, com mais de 100 mortes confirmadas e milhares de casos suspeitos. A República Democrática do Congo registra o maior impacto, e a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional. A doença já atingiu também Uganda, com dois casos confirmados e uma morte.
Segundo fontes da BBC, o surto envolve a variante Bundibugyo do vírus ebola. A OMS afirma que, por ora, não caracteriza pandemia, mas solicita coordenação internacional devido ao risco de propagação regional. Fronteiras, circulação de pessoas e crises humanitárias elevam o risco de expansão.
Resposta internacional e apoio dos EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda, uma resposta interinstitucional para apoiar os países afetados. A ação inclui uma célula de coordenação em Washington e um sistema de gestão de incidentes com várias agências públicas. O primeiro aporte chega a US$ 13 milhões para vigilância, laboratórios, comunicação de riscos e assistência clínica.
A mobilização decorre de um caso de Ebola identificado em um cidadão norte-americano no Congo, segundo o CDC. A transferência do paciente para tratamento especializado ocorrerá na Alemanha. Autoridades de saúde dos EUA ainda restringiram a entrada de pessoas que passaram por países afetados nos últimos 21 dias.
Medidas e orientações da OMS
A OMS orienta Congo e Uganda a reforçarem vigilância, rastreamento de contatos e testagem laboratorial. Medidas de controle em fronteiras e prevenção em unidades de saúde devem ser fortalecidas. Países vizinhos recebem recomendações para ampliar a prontidão e a capacidade de isolar novos casos.
Casos suspeitos e confirmação são acompanhados pelas autoridades regionais, que atuam em cooperação com agências internacionais. O objetivo é evitar contaminação comunitária e monitorar a evolução do surto, com foco na resposta rápida e na comunicação de riscos.
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