Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PMMA: riscos da substância usada em estética que quase tirou nariz de jornalista

PMMA, aplicado sem consentimento, expôs risco grave à saúde: jornalista quase perdeu parte do nariz; SBCP pede banimento e Anvisa avalia medidas

Ju Massaoka, do 'Mais Você', quase perde parte do nariz após PMMA
0:00
Carregando...
0:00
  • Ju Massaoka descobriu uso de PMMA sem consentimento durante rinoplastia antiga; material foi removido e a cirurgia precisou de reconstrução com enxerto da costela.
  • A descoberta ocorreu durante um procedimento para corrigir desvio de septo; a operação ficou mais delicada e exigiu reconstrução da região.
  • A SBCP reforçou a posição contrária ao PMMA em procedimentos estéticos e reconstrutores, citando segurança, gravidade das complicações e falta de evidências.
  • A entidade informou ter encaminhado o tema à Anvisa para banimento do produto; o debate também ocorre na Câmara dos Deputados.
  • O PMMA é permanente, registrado como dispositivo de risco máximo; pode causar inchaço, inflamação, reações alérgicas, necrose e outras complicações, sobretudo quando aplicado por profissionais não habilitados.

Ju Massaoka, jornalista do programa Mais Você, revelou que encontrou polimetilmetacrilato (PMMA) em rinoplastia antiga realizada sem seu consentimento. A descoberta ocorreu durante uma nova cirurgia, inicialmente para corrigir desvio de septo.

A equipe médica identificou o material e precisou removê-lo, o que tornou o procedimento mais complexo. Houve reconstrução do nariz com enxerto retirado da costela, após avaliação de danos causados pelo PMMA.

Massaoka permanece em tratamento, com sessões de câmara hiperbárica e drenagem linfática, devido a risco de necrose e dificuldades de cicatrização.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reiterou posição contrária ao uso do PMMA em procedimentos estéticos ou reconstrutores. A SBCP afirma que não recomenda a utilização da substância por cirurgiões plásticos em nenhuma circunstância.

Segundo a SBCP, as preocupações envolvem segurança do paciente, gravidade de complicações e, principalmente, a ausência de evidências científicas que sustentem o uso estético do PMMA.

A entidade informou ter se manifestado junto à Anvisa, defendendo o banimento do produto, e aponta que indicações aprovadas no Brasil vão contra o entendimento técnico da especialidade. O tema também é discutido na Câmara dos Deputados.

O que é o PMMA?

O PMMA é material plástico usado em várias áreas da saúde e da indústria. Dependendo do processamento, pode constar de lentes de contato, implantes esofágicos e cimento ortopédico. Na estética, é aplicado como microesferas, em formato de gel, para preenchimento.

No Brasil, produtos à base de PMMA exigem registro na Anvisa e são classificados como dispositivos de risco máximo. O material é permanente, sem absorção pelo organismo, o que aumenta a complexidade de eventuais intercorrências.

Indicações autorizadas incluem correção de volume facial e corporal, quando houve sequelas de doenças como poliomielite, e correção de lipodistrófia associada ao uso de antirretrovirais em pacientes com HIV.

Mesmo nessas situações, podem ocorrer complicações imediatas ou tardias, como inchaço, inflamação, reações alérgicas e formação de granulomas. A SBCP alerta para aumento de problemas quando profissionais não habilitados realizam aplicações.

“Com a atuação de profissionais não médicos e novas áreas de tratamento, observa-se elevação de casos de necrose de pele, perda de visão, alterações neurológicas e até mortes”, afirma a entidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais