- Governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático válido por cento e oitenta dias, devido ao El Niño, que eleva o risco de enchentes, deslizamentos e inundações.
- Alerta vale para todo o estado, com probabilidade de início dos efeitos entre julho e agosto estimada em cerca de oitenta por cento.
- Medidas visam mobilizar órgãos públicos, com o Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil, monitoramento meteorológico ampliado e pré-posicionamento de equipes e recursos em áreas vulneráveis.
- Critérios para declaração automática de emergência incluem chuva superior a oitenta milímetros em vinte e quatro horas, desabrigos, interrupção de serviços, deslizamentos e alertas de nível laranja ou vermelho.
- El Niño ocorre pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico acima de 0,5°C, aumentando, na região Sul, o volume de chuvas; pode coexistir com La Niña ou apresentar neutralidade.
O governo de Santa Catarina decretou nesta segunda-feira um alerta climático válido por 180 dias devido à aproximação do El Niño, que eleva o risco de enchentes, deslizamentos e inundações. O aviso abrange todo o estado.
A estimativa é de cerca de 80% de probabilidade de início dos efeitos entre julho e agosto, segundo meteorologistas da Defesa Civil estadual. A medida busca preparação antecipada para eventos extremos.
O objetivo é mobilizar órgãos, ampliar o monitoramento e permitir respostas rápidas diante de possíveis ocorrências climáticas adversas.
Medidas previstas e gatilhos
Entre as ações estão a convocação do Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil, o monitoramento meteorológico e o pré-posicionamento de equipes, equipamentos e recursos em áreas historicamente vulneráveis. O decreto também estabelece critérios automáticos para declaração de situação de emergência.
Gatilhos incluem chuvas acima de 80 milímetros em 24 horas, desabrigos, interrupção de serviços essenciais, deslizamentos e alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil.
Contexto do El Niño
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico atingem aquecimento de 0,5°C ou mais, impactando o clima global. Na região Sul brasileira, o efeito mais frequente é o aumento de chuvas.
Os fenômenos El Niño e La Niña apresentam variações cíclicas em frequências irregulares, entre dois e sete anos. Em alguns períodos há neutralidade, sem aquecimento ou resfriamento marcante. As causas ainda não são totalmente desvendadas pela ciência.
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