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Trabalho que não sai da cabeça: riscos de não se desligar mentalmente

Alerta sobre riscos psicossociais de não se desligar do trabalho fora do expediente, com aumento da ansiedade, sono prejudicado e risco de Burnout

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  • Psicólogos alertam riscos psicossociais de não desconectar do trabalho fora do expediente, especialmente na era da hiperconexão.
  • Estado de alerta constante aumenta ansiedade e estresse, com a mente revisando conflitos ou antecipando problemas.
  • Uso do WhatsApp profissional prolonga a jornada, dificultando o descanso e a separação entre trabalho e vida pessoal.
  • Checar mensagens à noite atrapalha o sono; pela manhã, o cortisol elevado gera mais tensão e cansaço.
  • Sinais de alerta incluem irritabilidade, fadiga mental e alterações no apetite; sem desligar, há risco de Síndrome de Burnout.

O trabalho não sai da cabeça de muitos profissionais, mesmo após o expediente. Estudos apontam que mensagens profissionais continuam a chegar e a mente permanece em estado de alerta, dificultando o descanso. Assim, a vida profissional invade o tempo de lazer.

Pesquisas e especialistas associam esse comportamento ao aumento da ansiedade e do estresse. O gerente nacional de Telepsiquiatria da Hapvida explica que a preocupação excessiva vira automatismo fora do horário de trabalho, prejudicando o equilíbrio emocional.

Essa persistência mental costuma levar a dois padrões: relembrar conflitos vividos no trabalho ou antecipar problemas futuros. Em ambos os casos, o cérebro permanece ligado, dificultando o relaxamento.

Riscos para a saúde mental e física

Com o uso constante de smartphones, o hábito de checar mensagens antes de dormir e ao acordar se tornou comum. Segundo o médico, esse ciclo impede o descanso adequado e eleva o estresse desde o início do dia.

A relação entre sono prejudicado e hiperativação do sistema nervoso é destacada pelos especialistas. Ao acordar, a pessoa já enfrenta cortisol elevado, o que aciona uma carga de tensão logo nos primeiros minutos.

A repetição desse padrão pode comprometer o rendimento, reduzir a concentração e levar ao esgotamento. A recomendação é estabelecer limites claros entre trabalho e descanso para proteger a saúde biológica.

Sinais de alerta no corpo

Muitos interpretam o ritmo acelerado como normal, mas há sinais de esgotamento. Irritabilidade, fadiga mental e dificuldade para relaxar indicam desequilíbrio grave no dia a dia.

Do ponto de vista físico, tensões musculares, palpitações e tremores são comuns em quem não desliga o trabalho. Alterações no apetite e impactos no sono também costumam surgir nesses casos.

A soma de fatores pode contribuir para distúrbios como a Síndrome de Burnout, associada ao desgaste profissional extremo. Sem pausas reais, o risco de colapso aumenta.

Dicas práticas para encerrar o expediente com saúde

Mesmo com rotina acelerada, pequenas mudanças ajudam a reduzir a hiperconexão. O primeiro passo é uma atitude consciente de encerrar as atividades ao fim do dia.

Silenciar o celular após o expediente e evitar telas à noite são medidas simples. Criar rituais de fim de jornada, como atividades físicas ou hobbies, ajuda a separar trabalho e descanso.

A higiene do sono também importa: horários regulares para dormir e um quarto escuro favorecem a recuperação. Exercícios físicos ajudam a queimar o cortisol acumulado e promovem bem-estar.

Essas ações visam manter a mente estável e o corpo menos sujeito ao estresse. Adotar práticas diárias auxilia na preservação da saúde mental e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

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