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Água contaminada atinge bloco cirúrgico e lactário Maternidade Odete Valadares

Água contaminada atinge bloco cirúrgico e áreas neonatais da Maternidade Odete Valadares, elevando risco de infecção; medidas de higienização e monitoramento são adotadas

A contaminação atingiu o bloco cirúrgico, bloco obstétrico, lactário e unidades neonatais
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  • Contaminação da água da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada em pontos como bloco cirúrgico, bloco obstétrico, lactário, UCIM, UTIM e CME.
  • Concentrações acima de dois mil UFC/100 mL em áreas sensíveis e níveis de bactérias heterotróficas superiores a 57 mil UFC/mL, mais de cento e dez vezes o limite de alerta.
  • Sindsaúde classifica o risco como iminente de surto infeccioso, sepse neonatal e óbitos, principalmente por exposição de recém-nascidos e gestantes a micro-organismos resistentes.
  • Ações solicitadas incluem plano de ação imediato, relatórios de infecções de abril e maio, inspeção emergencial da Vigilância Sanitária, investigação pelo Ministério Público e acompanhamento pela ALMG e pelo Conselho Municipal de Saúde.
  • A Fhemig informou que adotou limpeza e desinfecção dos reservatórios, treinou equipes e mantém monitoramento, sem registros de infecções ou sintomas gastrointestinais entre servidores até o momento.

Analises apontam contaminação da água da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, por bactéria de alto risco. O material foi coletado em 14 de abril e o relatório, de 6 de maio de 2026, indica presença de Pseudomonas aeruginosa em setores sensíveis como bloco cirúrgico, obstétrico, lactário e unidades neonatais.

O documento foi encaminhado pelo Sindsaúde a órgãos como Fhemig, MPMG e ALMG. Em diversos pontos da unidade, a contaminação ultrapassou 2 mil UFC/100mL, incluindo o bloco cirúrgico, obstétrico, lactário, pasteurização e UCIM. A UTIM e a CME também aparecem na relação.

Níveis alarmantes de bactérias heterotróficas foram registrados em CTI adulto, bloco cirúrgico, lactário, obstétrico e pasteurização, com contagens superiores a 57 mil UFC/mL, mais de 114 vezes o limite de alerta de 500 UFC/mL. O risco envolve recém-nascidos, gestantes e pacientes vulneráveis.

O que diz a Fhemig

A Fhemig informou que segue protocolos sanitários rígidos e que a água consumida é mineral. Segundo a instituição, a análise de abril identificou Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em pontos da maternidade.

Após o diagnóstico, houve limpeza e desinfecção imediatas de reservatórios e caixas d’água, além de medidas previstas no plano de ação. Treinamentos com equipes de higienização também foram promovidos.

A Fhemig afirmou não haver registros de sintomas gastrointestinais entre servidores e não houve infecções hospitalares associadas ao caso em abril e maio. A instituição continua monitorando a qualidade da água e adotando medidas para a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores.

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