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Cerveja com ou sem álcool seria fonte importante de vitamina B6

Estudo aponta cerveja, com ou sem álcool, como fonte relevante de vitamina B6; 500 ml oferecem 16% da ingestão diária para homens e 9,2% para mulheres, sem alegação de saúde

Un verre de 500 mL de bière blonde (une pinte) fournit environ 16 % de l’apport journalier en vitamine B6 recommandé pour un homme.
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  • Estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry analisou 65 cervejas e apontou que a bebida contém vitamina B6, incluindo versões sem álcool.
  • Um copo de 500 mL de cerveja loira fornece cerca de 16% da ingestão diária de vitamina B6 para homens e 9,2% para mulheres (base de 250 mL).
  • A vitamina B6 permanece estável durante a fabricação e varia conforme os cereais usados (cevada, trigo, arroz); cevada tende a ser a fonte mais rica.
  • A cerveja do tipo Bock apresenta as maiores concentrações, com média de 808,2 g/L, por utilizar mais malte.
  • Nenhuma cerveja testada atinge o limite legal para alegação de saúde na etiqueta; especialistas sugerem não tratar a bebida como fonte principal de nutrientes.

A pesquisa, publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, avaliou 65 cervejas diferentes e revelou que a bebida pode ser uma fonte considerável de vitamina B6, incluindo as versões sem álcool. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Munique.

Um vidro de 500 mL de cerveja blondinha recebe aproximadamente 16% da ingestão diária recomendada de B6 para homens, e 9,2% para mulheres, com base em uma porção de 250 mL para referência. A vitamina B6 desempenha papel na redução da fadiga, regulação hormonal e fortalecimento do sistema imune.

Resultados e fatores determinantes

A presença de B6 na bebida permanece estável durante a fabricação, variando conforme as cegadas utilizadas, como cevada, trigo ou arroz. A cevada aparece como a fonte mais rica, enquanto cervejas de arroz apresentam teores menores do que as blondas tradicionais.

Entre os destaques, a cerveja tipo Bock apresenta os teores mais elevados, com média de 808,2 g/L, reflexo do maior uso de malte. Não houve diferença significativa no total de B6 entre cervejas comuns e sem álcool, que tendem a ter mais pyridoxina-5’–glucoside, forma com menor biodisponibilidade.

A pesquisa reconhece a contribuição da bebida para a ingestão de B6, mas aponta que nenhuma amostra chegou ao limiar que permitiria uma alegação de benefício à saúde na etiqueta.

A jornalista Bridget Benelam, da British Nutrition Foundation, lembra que não se deve encarar a cerveja como principal fonte de nutrientes; alimentos continuam sendo a base da dieta.

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