- O total de mortes associadas ao surto subiu para 131, com 516 casos suspeitos e 33 casos confirmados no leste da República Democrática do Congo; há dois casos confirmados em Uganda.
- O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse estar preocupado com a velocidade e a dimensão da epidemia.
- A OMS aprovou financiamento emergencial de 3,9 milhões de dólares para apoiar a resposta das autoridades nacionais.
- Existem casos em áreas urbanas, como Kampala, na Uganda, e Goma, na RDC, além da província de Ituri, afetada por conflitos; transmissão entre profissionais de saúde também foi registrada.
- Um Comitê de Emergência da OMS deve se reunir novamente para discutir medidas e orientações.
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira sobre a velocidade e a dimensão do novo surto de ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. O número de casos confirmou 33 no Congo, com 131 mortes associadas e 516 casos suspeitos, até o último boletim. Na Uganda, foram registrados 2 casos confirmados.
Tedros Adhanon Ghebreyesus afirmou que os dados devem mudar conforme as operações de campo se ampliem, incluindo vigilância, rastreamento de contatos e testes laboratoriais. Um comitê de emergência da OMS deverá se reunir ainda hoje para discutir a resposta ao surto.
Casos em áreas urbanas elevam a preocupação, com surtos já observados em Kampala, na Uganda, e em Goma, RDC, além da região de Ituri, marcada por conflitos. Casos entre profissionais de saúde indicam transmissão dentro de serviços de saúde, segundo o diretor-geral. A OMS aprovou US$ 3,9 milhões em financiamento emergencial para apoiar as autoridades nacionais.
As autoridades de saúde ressaltam que a situação pode se agravar conforme a epidemia avança, especialmente com a presença de pacientes suspeitos em território urbano e com a continuidade de tensões na região. Tedros destacou a importância de intensificar vigilância e resposta rápida em nível local.
Fonte: OMS informou que o financiamento visa apoiar ações de vigilância, diagnóstico, manejo de casos e comunicação de risco, buscando reduzir a transmissão e acelerar a resposta nos dois países. A organização segue monitorando o surto e atualizando as autoridades nacionais conforme novos dados chegam.
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