- Billy Mclean, caseiro arborista na região de Franklin, sul de Auckland, descobriu os pekapekas em áreas residenciais há vinte e três anos e criou o projeto Finding Franklin Bats (FFB).
- O FFB é um projeto comunitário que ensina moradores a encontrar, monitorar e proteger as duas espécies nativas de morcegos do país: o pekapeka longo-da-cauda e o pekapeka-pequeno de cauda curta.
- Os morcegos são taonga e patrimônio natural, mas estão sob risco de extinção devido à deflorestação e a predadores invasivos; há pouco estudo sobre a população no país.
- O programa cresceu para mais de 180 voluntários, com sete funcionários este ano, expandindo-se a comunidades vizinhas e promovendo caminhadas, monitoramento e envio de dados ao banco de observação do Department of Conservation (DOC).
- Em março, o DOC escolheu o FFB para sediar um encontro internacional de pekapeka em Franklin, fortalecendo a atuação comunitária alinhada ao plano de biodiversidade do país.
O movimento comunitário está colocando pekapeka, os morcegos nativos da Nova Zelândia, no centro das atenções. A iniciativa Finding Franklin Bats (FFB) surge para mapear, monitorar e proteger as espécies que vivem em jardins e propriedades privadas no distrito de Franklin, próximo a Auckland.
Billy Mclean, arborista da região, descobriu os morcegos há quase 23 anos ao observar uma silhueta de asa em forma de crescente. Esse encontro levou-o a se dedicar à causa, passando a integrar o grupo, que hoje envolve moradores da comunidade.
O que acontece
A FFB dirige um programa de formação gratuita para reconhecer tocas, detectar chamadas de morcegos e coletar dados com monitores portáteis. Os treinamentos já atingiram escolas locais e criaram uma rede de voluntários.
Quem está envolvido
Além de Mclean, participam Natasha Bansal, pesquisadora responsável pela liderança do projeto, e Grant Temporo, cientista da Universidade de Waikato. A iniciativa conta com o apoio técnico da Auckland City Council e da comunidade Ngāti te ata.
Quando e onde
O projeto ganhou impulso a partir de 2022, com encontros e atividades contínuas em Franklin, na Ilha Norte. Em 2023 a parceria entre moradores, a council e pesquisadores ganhou visibilidade regional.
Por quê
Pekapeka são espécies taonga — tesouros naturais — segundo a tradição Māori, e representam as únicas mamíferas terrestres nativas ainda presentes no país. A privação de habitat e predadores invasivos ampliam o risco de extinção para as duas espécies que permanecem.
Como funciona a pesquisa
A cada ano, a equipe monta armadilhas de harpa em rotas de voo de quatro colônias locais. Moradores assistem à captura, avaliação de saúde e instalação de microtransmissores, quando apropriado. Os dados são enviados ao banco de observação da DOC.
Resultados recentes
Este ano, a equipe processou dados de 100 morcegos, recorde do programa. Sinais indicam maior proporção de filhotes, sugerindo benefício de controle de predadores. A equipe pretende publicar os resultados em até dois anos.
Impacto comunitário
A participação pública cresceu de 50 para mais de 180 pessoas nos últimos três anos. O grupo já recebeu recursos para empregar sete pessoas, entre elas membros de comunidades indígenas locais.
Olhar institucional
A DOC escolheu Franklin para sediar um encontro internacional de pekapeka, fortalecendo a posição da FFB como referência em educação e conservação. A bancada de ciência do órgão vê no modelo comunitário uma via promissora para a biodiversidade.
Perspectivas futuras
A equipe planeja ampliar a colaboração com proprietários, oferecer maior suporte técnico para monitoramento e ampliar a participação de comunidades indígenas. A meta é consolidar a pesquisa como referência nacional e internacional.
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