- No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, o neurocirurgião destaca que nem toda cefaleia é normal e algumas exigem avaliação médica urgente.
- Cefaleia súbita e muito intensa, descrita como “a pior da vida”, pode indicar rompimento de aneurisma cerebral e hemorragia.
- Dor de cabeça com sinais neurológicos — como fraqueza, alteração na fala, confusão, dormência, visão ou equilíbrio afetados — pode indicar AVC.
- Dores que pioram com o tempo, acordando a pessoa durante a madrugada ou aumentando ao longo de semanas, podem sinalizar tumor cerebral.
- Automedicação frequente de analgésicos pode mascarar doenças e causar cefaleia rebote; procure orientação médica para diagnóstico adequado.
Dor de cabeça é comum, mas nem toda cefaleia é normal. Fatores como estresse, sono ruim e enxaqueca ajudam, porém sinais de alerta podem indicar doenças neurológicas graves, como aneurisma, AVC ou tumor.
No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, 19 de maio, o neurocirurgião Fernando Gomes alerta para sinais que exigem avaliação médica urgente. Ele atua como neurocirurgião, neurocientista e professor da USP.
Quando a dor de cabeça é perigosa
A dor súbita e muito intensa, descrita como a pior da vida, requer atenção imediata. Há risco de ruptura de aneurisma e hemorragia, uma emergência médica.
Dores que surgem com alterações neurológicas, como fraqueza, dificuldade de fala, confusão, dormência, piora da visão ou equilíbrio, também indicam possível AVC.
Dores persistentes, que acordam o paciente à noite ou mudam de padrão ao longo de semanas, demandam investigação médica.
Automedicação e sinais de alerta
O médico alerta contra automedicação frequente, pois pode mascarar doenças graves. O uso excessivo de analgésicos pode levar à cefaleia rebote.
Sinais de alerta incluem dor extremamente intensa, febre associada, alterações neurológicas, desmaios, convulsões, vômitos persistentes, rigidez de nuca, dor após trauma e piora progressiva.
O que observar e investigar
O especialista afirma que a maioria das cefaleias não é grave, mas mudanças no padrão devem ser avaliadas. Observar intensidade, frequência e sinais neurológicos é fundamental para investigação.
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