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FAB perseguiu objetos voadores não identificados no Brasil há 40 anos

Noite dos OVNIs de 1986: cinco jatos da Força Aérea Brasileira perseguiram ao menos 21 objetos voadores não identificados, sem interceptação

Jato "Mirage III", primeiro avião supersônico operado pela Força Aérea Brasileira, que atuou na defesa do espaço aéreo brasileiro, realizando interceptações e uma variada gama de missões, de 1972 a 2005
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  • Em 19 de maio de 1986, a FAB perseguiu ao menos 21 objetos voadores não identificados no Brasil, na chamada “noite oficial dos OVNIs”.
  • Cinco caças da Força Aérea Brasileira foram acionados, após detecção pelo radar do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), mas não conseguiram capturá-los.
  • Os objetos foram avistados por torre de São José dos Campos (SP) e detectados pelos radares em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro; houve confirmação de pontos luminosos envolvendo diferentes estados.
  • O Ministério da Justiça informou que, pela velocidade dos objetos, a interceptação foi tentada, porém sem sucesso.
  • O Arquivo Nacional registra ao menos setecentos e quarenta e três relatos de aparições de OVNIs no Brasil entre 1952 e 2016, incluindo casos não confirmados como discos voadores reais, como drones, satélites, balões ou fenômenos naturais.

Noite dos OVNIs: FAB perseguiu objetos voadores no Brasil em 1986. No dia 19 de maio, pelo menos 21 objetos não identificados foram detectados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), mas não houve interceptação bem-sucedida pelos cinco jatos da FAB enviados para o evento.

Segundo registros da época, a observação começou com o operador da torre do Aeroporto de São José dos Campos, em São Paulo, relatando pontos luminosos que mudavam de cor, com predominância de tons avermelhados. A confirmação pelo piloto da torre levou o Cindacta a ampliar a detecção para radares em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro.

Interceptação e desfecho

O Centro de Operações de Defesa Aérea (Cod a) determinou o envio dos cinco caças para aproximar-se dos objetos. De acordo com o Ministério, nenhum caça atingiu os alvos, que permaneceram distantes e não identificados. O episódio ficou conhecido como a “noite oficial dos OVNIs”.

Contexto e desdobramentos

Relatórios do Comando Aéreo de Defesa Aérea, assinados por oficiais da Força Aérea, descrevem os fenômenos como sólidos, com capacidade de acompanhar observadores e manter distância, mesmo sem evidência de manejo humano. O Arquivo Nacional registra ao menos 743 ocorrências de aparições de OVNIs no Brasil entre 1952 e 2016, com classificações que incluem objetos diversos não identificados de imediato.

Observação pública e explicações

O Ministério da Justiça esclarece que a designação OVNI abrange qualquer objeto no céu cuja origem não puder ser confirmada de imediato, incluindo drones, satélites, balões meteorológicos ou fenômenos naturais. O caso de 1986 permanece sem confirmação de natureza externa, mantendo-se como registro de atividade aérea incomum.

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