- A hepatite tem tipos A, B, C, D e E; no Brasil, as mais comuns são A, B e C, com B e C podendo se tornar crônicas.
- A hepatite B e C podem evoluir sem sintomas, levando a fibrose, cirrose e câncer de fígado se não tratadas precocemente.
- Globalmente, a OMS estima cerca de 304 milhões convivendo com hepatite B ou C; cerca de 1,3 milhão de mortes anuais por hepatites virais.
- No Brasil, entre 2000 e 2024 houve quase cinqüenta mil óbitos por hepatites virais como causas básicas e mais de 45 mil como causas associadas; hepatite C responde por 75,3% das mortes, hepatite B por 22%, A por 1,5% e D por 0,9%.
- Homens apresentam maior incidence e mortalidade por hepatites A, B, C e D no país; diagnóstico precoce é fundamental, já que tratamentos gratuitos pelo SUS existem, especialmente para B e C.
A hepatite é uma doença que afeta o fígado e pode evoluir sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais. O diagnóstico tardio aumenta o risco de complicações, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado. A OMS destaca a hepatite viral entre as principais causas de morte por doenças infecciosas, com cerca de 1,3 milhão de óbitos anuais.
Estima-se que 304 milhões de pessoas convivam com hepatite B ou C no mundo, muitas sem saber. A OMS aponta que o acesso insuficiente a testes e tratamentos é um obstáculo relevante para frear a transmissão e a progressão da doença. A meta global é reduzir 90% das novas infecções e 65% das mortes até 2030.
Tipos comuns de hepatite no Brasil
A hepatite é causada por cinco vírus: A, B, C, D e E. No Brasil, as mais frequentes são A, B e C. A hepatite A tende a ter curso agudo e resolução espontânea, sem tornar-se crônica. B e C podem evoluir para infecção crônica, com risco de lesão hepática progressiva.
Números alarmantes e impacto no país
O Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, mostra que entre 2000 e 2024 ocorreram quase 50 mil óbitos por hepatites virais com causa básica e outras 45 mil associadas. A hepatite C respondeu por 75,3% das mortes, seguida pela hepatite B com 22%.
Formas de transmissão mais comuns
Entre as hepatites A, B e C, as vias de transmissão são distintas. A hepatite A ocorre pela via fecal-oral, associada a higiene e saneamento inadequados. A hepatite B é majoritariamente transmitida por via sexual sem proteção, além de contato com sangue e de mãe para filho no parto. A hepatite C transmite-se principalmente pelo sangue, por meio de objetos contaminados ou compartilhados.
Predomínio masculino e diagnóstico precoce
No Brasil, homens concentram a maior parte dos casos e das mortes relacionadas às hepatites A, B, C e D. Entre 2000 e 2024, 55% dos casos de hepatite B ocorreram em homens; em 2024, a razão foi de 14 homens para cada 10 mulheres. A hepatite C registrou 57% de diagnósticos em homens e 55,2% das mortes ocorreram em homens.
Desafios e tratamento
O diagnóstico precoce é o principal desafio para reduzir letalidade. O SUS oferece tratamento gratuito para hepatite B e C, com a hepatite C apresentando hoje terapias altamente eficazes, seguras e bem toleradas. O diagnóstico oportuno evita progressão para cirrose ou câncer hepático.
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