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Indústria 4.0 funciona na Amazônia e pode ir além, diz executiva da Siemens

Projetos-piloto com IA, automação e sensores IoT na bioeconomia amazônica reduzem perdas, elevam rastreabilidade e eficiência, apontando a viabilidade da Indústria 4.0 na região

Judith Wiese, diretora global de pessoas e sustentabilidade da Siemens.
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  • Projetos-piloto do Tech4Amazonia da Siemens aplicam IA, automação e sensores IoT em cadeias da bioeconomia amazônica para reduzir perdas, aumentar rastreabilidade e melhorar a eficiência.
  • Resultados iniciais mostram melhoria operacional: mortalidade de mudas caiu de 34% para 2% com monitoramento automatizado.
  • Na cadeia da castanha-do-brasil, a classificação atingiu mais de 95% de precisão com IA integrada à plataforma Industrial Edge.
  • Em nanofábricas de bioingredientes, a plataforma Mendix elevou a padronização e a rastreabilidade de ordens de produção de 0% para 100%.
  • Em parceria com Natura e a cooperativa APROCAMP, a extração de óleos reduziu pela metade a pressão das caldeiras, além de criar base de dados estruturada para a operação.

A Siemens apresentou os primeiros resultados do Tech4Amazonia, projeto lançado durante a COP30, que testa tecnologia da Indústria 4.0 em cadeias da bioeconomia amazônica. As ações combinam automação, IA e sensores IoT em regiões com infraestrutura restrita. O objetivo é reduzir perdas, aumentar rastreabilidade e melhorar eficiência.

A presidente global de sustentabilidade da Siemens, Judith Wiese, destacou que os resultados mostram o potencial de aplicar soluções industriais em áreas com logística desafiadora. O programa conecta centros de pesquisa da empresa a realidades locais da Amazônia, com foco em mudas, castanha-do-brasil e bioingredientes.

Nos quatro pilotos iniciais, ganhos ocorreram em eficiência operacional, redução de perdas e rastreabilidade aprimorada. Em parceria com o Centro de Biotecnologia da Amazônia, as mudas tiveram mortalidade reduzida de 34% para 2% com monitoramento automatizado.

Resultados dos pilotos

Na cadeia da castanha-do-brasil, a IA integrada à plataforma Industrial Edge atingiu classificação de qualidade com mais de 95% de precisão. Outro projeto, usando a plataforma Mendix, padronizou e rastreou ordens de produção em nanofábricas de bioingredientes.

Em parceria com Natura e a cooperativa APROCAMP, a extração de óleos de bioingredientes reduziu pela metade a demanda de calor nas caldeiras, além de estruturar a base de dados da operação.

Perspectivas e contexto estratégico

Durante o evento, Wiese destacou o papel estratégico do Brasil nas cadeias globais, especialmente após o acordo UE-Mercosul, em 1º de maio. Ela ressaltou energia limpa, alimentação de data centers e liderança em inovação como pontos de destaque.

A executiva afirmou que a combinação de integração comercial e inovação tecnológica pode ampliar a participação brasileira em cadeias de transição energética e indústria sustentável. A Siemens descreveu o Brasil como visão local, com 160 anos de atuação no país.

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