Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Infectologista francês afirma hantavírus nunca foi risco após surto em navio

Infectologista francês diz que hantavírus Andes não representa risco generalizado; surto no MV Hondius foi contido e a transmissão permanece limitada

Abertura da 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, em 18 de maio de 2026. Estados-membros da OMS se reúnem para seu encontro anual em Genebra em meio à preocupação com surtos letais de hantavírus e ebola e à incerteza sobre as anunciadas saídas dos EUA e da Argentina.
0:00
Carregando...
0:00
  • O navio de cruzeiro MV Hondius chegou a Roterdã, encerrando viagem de quase cinquenta dias, após detectar um foco de hantavírus em maio.
  • A cepa envolve Andes; até o momento, três passageiros morreram, oito casos foram confirmados e dois são considerados possíveis, segundo a Organização Mundial da Saúde.
  • Na França, o infectologista afirma que não houve disseminação em massa e que houve excesso de comunicação, destacando que o vírus é conhecido e transmite apenas quando há sintomas.
  • O vírus não apresentou mutação, segundo sequenciamento do Instituto Pasteur; a transmissão é baixa, estimada em cerca de 0,5%.
  • Não há tratamento específico; ribavirina pode servir para hantavírus Hantaan, e transfusão de plasma com anticorpos mostrou reduzir a mortalidade, mas ainda precisa de confirmação em ensaios.

O surto da cepa Andes do hantavírus atingiu passageiros do cruzeiro MV Hondius em abril. Três passageiros morreram entre oito casos confirmados, com dois considerados possíveis. O navio encerrou quase 50 dias de viagem ao chegar a Roterdã, em 18 de maio, vindo de uma passagem pelas Ilhas Canárias.

O episódio teve cerca de 150 pessoas a bordo, de 23 países. A OMS informou que o primeiro registro da doença ocorreu em 2 de maio, durante a estadia do navio no Mediterrâneo, com monitoramento de contatos e medidas sanitárias.

Para o infectologista francês Jean Paul Stahl, membro da SPIL, a resposta inicial foi precipitada. Ele afirma que o hantavírus Andes é conhecido há décadas e que a transmissão requer a presença de sintomas, não ocorrendo transmissão generalizada sem adoecimento.

Contexto epidemiológico

O período de incubação é estimado em até seis semanas, o que justificou medidas de contenção adotadas pelo governo francês. Contudo, o especialista avalia que tais decisões tiveram caráter político e não científico, ressaltando que o risco à população em geral é limitado.

O Instituto Pasteur apontou que não houve mutação relevante do vírus. A taxa de transmissão é baixa, em torno de 0,5%, dependendo das condições. A letalidade média oscila em torno de 40%, variando com a qualidade do atendimento.

Paralelamente, o Pasteur informou que não existe tratamento específico universal; terapias como ribavirina mostram eficácia apenas em subtipos do hantavírus. Em alguns casos, o uso de plasma com anticorpos mostrou potencial benefício, ainda em estudo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais