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Mergulhador morre por doença da descompressão nas Maldivas; como ocorre no corpo

Mergulhador morre nas Maldivas por doença da descompressão; subida rápida libera bolhas de nitrogênio na corrente sanguínea, causando embolia gasosa fatal

Mohamed Mahudhee morreu durante operação de resgate de mergulhadores italianos nas Maldivas. — Foto: Reprodução/@MMuizzu via X
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  • Sargento-mor Mohamed Mahudhee morreu na Maldivas durante busca por quatro italianos desaparecidos em cavernas submarinas no Atol de Vaavu.
  • A morte ocorreu por doença da descompressão, em que o nitrogênio se acumula sob pressão e forma bolhas no sangue ao subir rápido.
  • A subida rápida impede a eliminação do nitrogênio, gerando bolhas que podem bloquear vasos e afetar pulmões, cérebro e coração.
  • Sintomas variam de dores nas articulações e tontura a falta de ar, alterações neurológicas e parada cardíaca; tratamento costuma ocorrer em câmaras hiperbáricas.
  • A operação era considerada de alto risco; Mahudhee era experiente (já desceu até setenta metros) e a imersão ocorreu próximo de cinquenta metros de profundidade.

O mergulhador sargento-mor Mohamed Mahudhee morreu nas Maldivas após sofrer doença da descompressão durante uma operação de busca. A atividade ocorreu em Atol de Vaavu, enquanto ele participava de buscas por quatro italianos desaparecidos em cavernas submarinas. A causa da morte foi a formação de bolhas no sangue ao subir rapidamente.

O caso mostra os riscos do mergulho em profundidade. A doença da descompressão ocorre quando gases, principalmente nitrogênio, não são eliminados a tempo durante a subida. O nitrogênio se acumula no organismo sob pressão e forma bolhas ao retornar à superfície.

Ao nível do mar, o corpo está sob uma atmosfera de pressão. A cada 10 metros, a pressão aumenta. Esse ganho altera o comportamento dos gases dentro do corpo, especialmente do nitrogênio presente no ar inspirado.

O problema surge na subida. Ao diminuir a pressão externa, o sangue precisa percorrer os pulmões para liberar o nitrogênio pela respiração. Subidas rápidas não permitem esse processo completo, gerando microbolhas na circulação.

As bolhas podem agir como pequenos coágulos de ar, bloqueando artérias e vasos menores. Isso impede a chegada de oxigênio a tecidos e órgãos, o que pode levar a complicações graves.

Como resultado, há uma variedade de sintomas. Dores articulares, manchas na pele e tontura podem ocorrer logo após a saída, enquanto versões graves afetam pulmões, cérebro e coração.

O tratamento é feito em câmaras hiperbáricas, onde o paciente recebe pressões altas de forma controlada para reduzir as bolhas e eliminar o nitrogênio. O protocolo visa reduzir riscos de danos irreversíveis.

A operação nas Maldivas foi classificada como de alto risco. Os mergulhos atingiram profundidades próximas a 50 metros, acima do nível recreativo recomendado. Mahudhee era considerado experiente, tendo feito mergulhos de até 70 metros.

Fatores como profundidade, tempo submerso, esforço físico e velocidade de subida elevam o risco, mesmo para profissionais treinados. A equipe local continua investigando as circunstâncias da missão de busca dos quatro italianos.

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