- A África Central enfrenta atraso no desenvolvimento de vacinas contra a cepa rara de ebola bundibugyo, com apenas três candidatas em estágio inicial ainda sem testes em humanos.
- A Cepi afirmou que, embora já existam três potenciais vacinas, será preciso passar por testes laboratoriais e de animais antes de qualquer estudo em pessoas.
- A OMS informou que um grupo consultivo técnico está avaliando quais vacinas devem ser priorizadas para avanços.
- O surto já tem mais de 500 casos suspeitos e 131 mortes na República Democrática do Congo; Uganda confirmou dois casos e uma morte em Kampala.
- Vacinas já aprovadas foram desenvolvidas para outras cepas; potenciais candidatas incluem projetos da Universidade de Oxford, Moderna, Public Health Vaccines LLC e IAVI, entre outros.
A Cepi, coalizão de inovação em preparação para epidemias, aponta que primeiros testes em humanos de vacinas contra a cepa rara bundibugjo do ebola devem demorar meses. Mesmo com três candidatas em avaliação, o processo exige etapas laboratoriais e dados de estudos com animais antes de qualquer teste em pessoas.
Autoridades enfatizam que as vacinas ainda estão em estágio inicial. Um grupo técnico da OMS se reuniu para orientar a priorização de candidatas, enquanto o surto avança na África Central. A ausência de tratamento aprovado para essa cepa complica as ações de contenção.
Candidatas e cenário técnico
A cepa bundibugjo não tem vacina autorizada e pode ter circulado semanas antes da confirmação em 15 de maio. Mais de 500 casos suspeitos e 131 mortes já foram registrados na República Democrática do Congo, segundo o ministro da Saúde, Roger Kamba. Uganda confirmou dois casos e uma morte.
Três vacinas potenciais estão na mira para avaliação, segundo o Africa CDC. Entre as opções discutidas estão a vacina Ervebo, voltada para a cepa zaire, e candidatas da Universidade de Oxford, Moderna, Public Health Vaccines LLC e IAVI. A Moderna não comentou o assunto; a Merck informou que dados sobre uso em outras cepas são limitados.
Avanços e impactos operacionais
Um médico missionário americano infectado permanece em tratamento no Hospital Charité, em Berlim. O manejo precoce de sintomas é citado pela OMS como prevenção de óbitos, mesmo sem vacina específica para a bundibugjo. As autoridades buscam aumentar a produção em padrão farmacêutico para testes em humanos.
O ministro Kamba alerta para não associar a ausência de vacinas a falta de tratamento imediato. Dados da OMS indicam histórico de 17 epidemias, com resposta eficaz em 15 delas, ainda sem vacinas ou tratamentos disponíveis. O Departamento de Estado dos EUA recomendou evitar viagens à região.
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