- Noites dos OVNIs completa quarenta anos, lembrando o episódio de 19 de maio de 1986, quando luzes no céu foram avistadas em várias regiões do Brasil.
- A Força Aérea Brasileira enviou cinco caças para interceptar os objetos; radares teriam registrado pelo menos vinte e um objetos.
- Relatos de pilotos de aeronaves civis e militares apontaram movimentos incomuns, cores que mudavam e velocidades altas, com reaparições em diferentes locais.
- Fotografias em preto e branco foram feitas por Adenir Britto e publicadas no dia seguinte; a NASA teria solicitado os negativos, que não foram devolvidos.
- O caso permaneceu sem explicação oficial; em relatório público de 2009 os fenômenos foram descritos como sólidos e com indicícios de inteligência, com especulações sobre possível espionagem. Também foram apontados avistamentos próximos a instalações militares e de pesquisa em interior de São Paulo.
A Noite dos OVNIs, ocorrida em 19 de maio de 1986, completa 40 anos. O episódio envolveu a Força Aérea Brasileira, pilotos de voos comerciais e testemunhas em várias regiões do país, com relatos de objetos não identificados que se moviam de forma atípica. A explicação oficial nunca foi apresentada.
Segundo relatos, luzes que mudavam de cor cruzaram o céu em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. A FAB recebeu alerta do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) e enviou cinco caças para interceptação. 21 objetos teriam sido detectados por radares.
Testemunhas entre tripulações de aeronaves comerciais, incluindo TAM e Transbrasil, relataram comportamentos incomuns dos objetos. As luzes supostamente aceleravam, mudavam de direção e somem e reaparecem em diferentes locais. O episódio gerou pânico entre alguns passageiros.
O fotógrafo Adenir Britto registrou imagens dos objetos na noite de 1986, com fotos publicadas no jornal Vale Paraibano no dia seguinte. Anos depois, a imprensa recebeu a visita de alguém que alegou representar a NASA e solicitou os negativos para análise, sem devolução até hoje. A NASA nunca se manifestou sobre o material.
Na época, o governo brasileiro indicou que o caso não teve conclusão. O ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, afirmou que os fenômenos não tinham explicação simples. Em relatório de 2009, a investigação concluiu que os fenômenos eram sólidos e refletiam algum tipo de inteligência.
Diversas hipóteses foram levantadas. Além de possibilidade de aeronaves não identificadas, houve especulação sobre espionagem, em razão de a maioria dos avistamentos ter ocorrido próximo a centros como o CTA, o INPE e a AFA, no interior de São Paulo.
Casos como este integram o acervo do Arquivo Nacional, que reúne avistamentos de OVNIs no Brasil. O material está disponível para consulta pública, conforme orientações da instituição.
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