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Empresa cria ovos artificiais e avança em recriar aves extintas

Startup dos EUA diz ter incubado pintinhos em estruturas artificiais 3D, avanço da desextinção, mas sem artigo revisado nem dados de sucesso divulgados

Pintinho desenvolvido no sistema experimental da Colossal Biosciences após o processo de incubação em estrutura artificial criada com impressão 3D
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  • A Colossal Biosciences anunciou o nascimento de 26 pintinhos desenvolvidos em sistemas artificiais, criados com estruturas impressas em 3D que simulam funções de cascas naturais, em busca de replicar aves extintas como dodô e moa-gigante.
  • O sistema envolve recipientes em formato de favos de mel com membrana de silicone que permite entrada de oxigênio; embriões de galinha foram transferidos entre 36 e 40 horas após a postura.
  • Cerca de 18 dias após a incubação, os pintinhos romperam as estruturas artificiais e nasceram vivos, conforme vídeo divulgado pela empresa.
  • A companhia planeja ampliar os testes para embriões de emas e avestruzes, com ovos maiores, como próximos passos.
  • Ainda não há artigo científico revisado por pares publicado nem divulgação da taxa de sucesso; especialistas destacam que é cedo para avaliar impactos, enquanto outros veem potencial para conservação de espécies ameaçadas.

A Colossal Biosciences, startup de biotecnologia dos EUA, informou ter incubado pintinhos em estruturas artificiais impressas em 3D, com o objetivo de reproduzir funções de casca de ovo. O anúncio ocorreu em 19 de novembro, no contexto de pesquisas sobre desextinção. O uso de ovos artificiais visa contornar limitações biológicas de espécies extintas.

O sistema funciona com recipientes em formato similar a colmeias, com membrana de silicone que deixa entrar oxigênio. Embriões de galinha foram transferidos para o ambiente artificial entre 36 e 40 horas após a postura. Depois, a incubação contou com suplementação de cálcio, essencial para o desenvolvimento embrionário.

Cerca de 18 dias depois, os pintinhos romperam as estruturas artificiais e emergiram vivos. A empresa divulgou vídeo com animais já ativos. A Colossal pretende ampliar a etapa para embriões de emas e avestruzes, por apresentarem ovos maiores.

Pendências técnicas e científicas permanecem. A empresa não publicou artigo revisado nem apresentou dados completos sobre taxa de sucesso. Para parte da comunidade, é cedo para avaliar o alcance da tecnologia sem evidências independentes.

Especialistas acreditam que a tecnologia pode apoiar conservação de espécies ameaçadas e programas de manejo em zoológicos, mas ressaltam a necessidade de dados confiáveis. Outros veem o desenvolvimento como ainda distante da prática, exigindo cautela.

A Colossal ganhou notoriedade ao anunciar planos de desextinção, incluindo mamute-lanoso e tilacino. Debates éticos e científicos acompanham as pesquisas, com vozes que questionam a alocação de recursos e a real viabilidade de reintrodução de espécies extintas.

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