- Arritmias afetam o sistema elétrico do coração e podem levar a bradicardia, taquicardia ou fibrilação atrial.
- Bradicardia ocorre quando a frequência cardíaca fica abaixo de sessenta batimentos por minuto e pode causar dispneia, vertigem, fadiga, dor no peito, desmaio ou desorientação mental.
- Taquicardia é o pulso acima de cien batimentos por minuto e pode ter causas como estresse, hipertensão, álcool, tabaco ou doenças cardíacas; o diagnóstico envolve eletrocardiograma, monitoramento Holter e testes eletrofisiológicos; o tratamento pode incluir manobras, medicamentos, cardioversão, ablação ou marca-passo e desfibrilador interno.
- Fibrilação atrial é a arritmia mais comum, afeta cerca de trinta e três milhões de pessoas no mundo e até cinco milhões no Brasil; o tratamento envolve controle de frequência e ritmo, além de prevenção de coágulos, com cardioversão ou ablação entre as opções.
- Aplicação do marca-passo ocorre quando há falhas significativas na condução elétrica; o dispositivo, colocado sob a pele, emite impulsos para manter batimentos regulares e pode complementar desfibrilador em alguns cenários de taquicardia e fibrilação atrial persistente.
As arritmias cardíacas afetam o sistema elétrico do coração e podem levar a batimentos irregulares. Dispositivos como o marca-passo ajudam a regular a pulsação. A avaliação é do cardiologista Alexsandro Fagundes, presidente da SOBRAC.
O coração normal bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Quando cai para menos de 60, surge a bradicardia, que pode ser fisiológica em atletas, mas sinaliza falha elétrica em idosos, sedentários ou pacientes com histórico cardíaco.
A bradicardia traz sinais como falta de ar, vertigem, fadiga, dor no peito, desmaios e sometimes desorientação. Explicam-se pela menor oferta de oxigênio e nutrientes ao corpo.
Causas comuns incluem envelhecimento, danos por infarto ou miocardite, hipotireoidismo, desequilíbrios de eletrólitos e alguns fármacos, como betabloqueadores. A taquicardia, por sua vez, ultrapassa 100 batimentos por minuto em repouso.
Fibrilação atrial
A fibrilação atrial é a arritmia mais frequente, atingindo cerca de 33 milhões no mundo e até 5 milhões no Brasil. Ela acelera e desorganiza o ritmo, prejudicando a circulação sanguínea.
O tratamento da FA combina medicações para controlar a frequência e o ritmo, além de anticoagulação para prevenir coágulos. Cirurgias e ablação por cateter também são opções.
Aplicação do marca-passo
Em falhas significativas do condução elétrica, com pausas superiores a 3 segundos, pode ser indicada a implantação de marca-passo. O dispositivo, colocado sob a pele, envia impulsos elétricos para manter o ritmo.
Em bradicardia acentuada, o marca-passo pode substituir o nó sinoatrial. Em taquicardia ou FA persistente, ele pode ser usado com desfibrilador interno para corrigir arritmias de risco.
Medidas de prevenção
A idade e a carga genética elevam o risco, mas estilo de vida saudável é fundamental. Alimentação balanceada, prática física, controle da pressão, diabetes e colesterol, além de evitar tabaco e moderar o álcool, ajudam.
Consultas regulares ao cardiologista são importantes, especialmente para quem tem histórico familiar. O reconhecimento precoce de arritmias pode reduzir complicações e apoiar decisões sobre implante de marca-passo.
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