- Estudo indica que a Via Láctea sofreu uma colisão galáctica há cerca de 11 bilhões de anos, que destruiu parcialmente o disco estelar e alterou sua evolução.
- A pesquisa, publicada na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, usou simulações para reconstruir impactos semelhantes em galáxias ao longo do tempo.
- O disco galáctico pode ter surgido muito antes, mas grandes colisões com galáxias menores teriam destruído parte dele, levando a uma reorganização posterior.
- Os cientistas associam essa transformação à fusão Gaia-Salsicha-Enceladus (GSE), identificada a partir de dados da missão Gaia, ocorrida há cerca de 11 bilhões de anos.
- O período coincide com um aumento intenso na formação de estrelas e de aglomerados globulares, ajudando a explicar padrões de rotação atuais da galáxia.
- Observações com telescópios modernos, como James Webb (JWST) e ALMA, ajudam a entender melhor colisões cósmicas e seu papel na formação de galáxias.
A Via Láctea pode ter passado por uma colisão galáctica há cerca de 11 bilhões de anos, segundo simulações. O estudo, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, sustenta que o evento potencialmente destruiu parte do disco estelar e reorganizou sua evolução.
As simulações reconstruíram como fusões antigas moldaram estruturas similares à nossa galáxia. O disco, onde o Sol está, teria sido praticamente reiniciado após o impacto, com consequências para a formação de estrelas e a disposição de estrelas já existentes.
Essa hipótese sugere que o disco atual pode refletir uma recuperação após a colisão, e não o nascimento original da estrutura em espiral. Os efeitos incluem nova formação estelar, mudanças nos movimentos estelares e alterações estruturais.
Gaia-Sausage-Enceladus (GSE)
Pesquisadores associam o evento a uma antiga fusão chamada Gaia-Sausage-Enceladus, identificada por dados da missão Gaia. Estrelas com movimentos incomuns estão dispersas pela Via Láctea, indicando uma mistura cósmica antiga.
Segundo o estudo, a colisão ocorreu há aproximadamente 11 bilhões de anos, possivelmente mais cedo do que estimativas anteriores. O período coincide com picos de formação de estrelas e de aglomerados globulares.
Colisões assim comprimem grandes nuvens de gás, desencadeando surtos de nascimento estelar. A análise sugere que esse momento foi decisivo para a configuração de componentes da Via Láctea que observamos hoje.
Tecnologias que ajudam a reconstruir o passado
Observações com o Telescópio Espacial James Webb e com o radiotelescópio ALMA ampliam o estudo de galáxias antigas. Esses instrumentos proporcionam detalhes sobre processos de fusões cósmicas em estágios precoces.
As evidências apoiam a ideia de que colisões moldaram não apenas a Via Láctea, mas também a evolução de muitas galáxias ao redor do universo. As descobertas ajudam a entender padrões de rotação e formação estelar.
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