- O sub-registro de nascimentos ficou pela primeira vez abaixo de 1% no país, em 0,95% em 2024.
- O total estimado de nascidos vivos em 2024 foi de 2.398.634.
- A subnotificação caiu para 0,39% em 2024, abaixo de 0,43% em 2023, indicando 9.116 nascimentos não notificados.
- As estimativas são feitas com pareamento entre as Estatísticas do Registro Civil (cartórios) e dados do Ministério da Saúde, pela técnica de captura-recaptura.
- Existem diferenças regionais: Norte e Nordeste apresentam maiores taxas, enquanto Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais registram as menores.
O sub-registro de nascimento chegou a 0,95% em 2024, pela primeira vez abaixo de 1% no Brasil, segundo o IBGE. O índice caiu de 1,05% em 2023, e o total estimado de nascidos vivos foi 2.398.634 naquele ano.
A queda histórica ocorre desde 2015, quando começou a série de estimativas. A exceção foi 2020, ano da pandemia, marcado por dificuldades de registro. Em 2024, a subnotificação ficou em 0,39%, ante 0,43% em 2023.
Como são calculados os índices
O IBGE utiliza a técnica de captura-recaptura, pareando dados de registros civis com bases do Ministério da Saúde. O registro no cartório confirma cidadania; a notificação sanitária é obrigatória para o acompanhamento de nascimentos.
Por que o registro importa
O registro civil garante acesso a educação e saúde, entre direitos básicos. Há consenso técnico de que manter o registro atualizado facilita políticas públicas e proteção de direitos desde a infância.
Desempenho regional
Os maiores índices de sub-registro ocorreram na Região Norte e Nordeste, com Roraima em 13,86% e Amapá em 5,84%. Amazonas, Piauí e Sergipe também aparecem entre os destaque. Paraná, DF, São Paulo e MG registraram as menores taxas.
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