- O percentual de nascimentos com sub-registro foi de 0,95% em 2024, o menor da série histórica iniciada em 2015.
- As maiores taxas ocorreram nas regiões Norte e Nordeste: Roraima 13,86%; Amapá 5,84%; Amazonas 4,40%; Piauí 3,98%; Sergipe 3,10%.
- As menores taxas foram: Paraná 0,12%; Distrito Federal 0,13%; São Paulo 0,15%; Rio Grande do Sul 0,21%; Minas Gerais 0,23%.
- O estudo Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos referentes ao ano de 2024 aponta desafio para as estatísticas demográficas brasileiras.
- O resultado aproxima o país da meta de cobertura universal de registro de nascimentos estabelecida pela Organização das Nações Unidas, segundo o analista José Eduardo Trindade, do IBGE.
O IBGE divulgou que o percentual de crianças que nasceram e não foram registradas em cartório caiu abaixo de 1% pela primeira vez. Em 2024, o sub-registro chegou a 0,95%. O dado aponta avanço em direção à meta da ONU de cobertura universal de registro de nascimentos.
Essa reduçãomarca a menor taxa da série histórica iniciada em 2015. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (20/5) pelo instituto, em estudo sobre sub-registro de nascimentos e óbitos.
Mais de 1% das ocorrências com sub-registro ocorreram nas regiões Norte e Nordeste, com as seguintes taxas por estado: Roraima 13,86%; Amapá 5,84%; Amazonas 4,40%; Piauí 3,98%; Sergipe 3,10%. Estados do Sudeste registraram os menores índices, entre eles Paraná 0,12%; Distrito Federal 0,13%; São Paulo 0,15%.
Desigualdades regionais
Paraná, Distrito Federal e São Paulo aparecem entre os menos afetados, com sub-registro próximo de zero. Já o Norte concentra o maior desafio, com índices acima de 4% em alguns estados, apontando necessidade de ações reiteradas.
Implicações para políticas públicas
O estudo alerta que a incompletude dos dados pode afetar diagnósticos situacionais, além de planejamento e avaliação de programas de saúde, assistência social e desenvolvimento. A tendência de queda, no entanto, sinaliza melhoria progressiva no registro civil.
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