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Médicos afastados após mutirão de catarata prejudicar visão de pacientes

Justiça afasta três médicos de mutirão de catarata em Salvador; onze pacientes tiveram evisceração ocular e trinta e três apresentaram complicações graves

Médicos foram afastados após 11 pacientes perderem os olhos em mutirão de catarata
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  • Afastamento de três médicos foi autorizado pela 1ª Vara das Garantias de Salvador, após apuração sobre mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado em fevereiro em Salvador.
  • Ao menos 33 dos 138 pacientes idosos atendidos apresentaram gravíssimas complicações de saúde, incluindo perda parcial e irreversível da visão.
  • Onze pacientes precisaram passar por evisceração ocular, cirurgia em que o conteúdo interno do olho é removido.
  • Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos no CME e na unidade, para perícia no Departamento de Polícia Técnica.
  • A Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso investiga o caso, com a Secretaria Municipal da Saúde informando que a clínica permanece interdita e sem autorização do SUS para o mutirão.

A Justiça da Bahia determinou o afastamento de três médicos envolvidos em um mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado em fevereiro, em Salvador. A ação visa preservar provas e aprofundar as investigações sobre as irregularidades apuradas.

Ao menos 33 pacientes dos 138 atendidos apresentaram complicações graves, incluindo perda parcial de visão em alguns casos. Dentre eles, 11 passaram por evisceração ocular, procedimento de remoção do conteúdo interno do olho.

A medida ocorreu após representação da autoridade policial responsável pelo inquérito e foi efetuada pela 1ª Vara das Garantias de Salvador. Os documentos apreendidos devem subsidiar os próximos passos da apuração.

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Dados da operação e apurações

De acordo com a Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA), 33 denúncias de lesão corporal culposa já foram registradas. Há indícios de crimes de perigo à vida ou saúde e infração de medida sanitária preventiva.

Durante o cumprimento da ordem judicial, foram recolhidos o livro de cirurgias, guias de internação, registros de esterilização do CME, além de cinco computadores, um tablet, um pendrive e notas fiscais.

O material apreendido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para exames periciais. As investigações seguem em curso para identificar todos os responsáveis.

Contexto da clínica e da rede municipal

A ação envolve a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (DEATI), vinculada ao DPMCV, na investigação sobre as complicações ocorridas no mutirão realizado no dia 26 de fevereiro.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a clínica Clivan está interditada e com o contrato suspenso pela prefeitura desde o surgimento das denúncias. A SMS informou que não autorizou o mutirão nem as cirurgias executadas na data.

No total, foram 138 procedimentos cirúrgicos realizados no local, sendo 26 na sala onde houve intercorrências. Entre os pacientes operados nesta área, 25 tiveram complicações e passaram a receber acompanhamento da rede municipal. Uma paciente não relatou queixas.

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