- Cientistas propõem usar crateras permanentemente sombreadas da Lua, próximas ao polo sul, para instalar lasers ultraestáveis que funcionem como um GPS lunar.
- A ideia envolve uma cavidade óptica de silício para manter frequências de luz extremamente estáveis, com redução de vibrações e do ruído ambiental.
- Temperaturas nessas regiões podem chegar a 16 kelvins, permitindo menor expansão do silício e maior precisão dos lasers.
- Entre as aplicações estão navegação precisa para missões lunares, comunicação óptica Terra-Lua, relógios atômicos lunares e medição de distâncias.
- Em testes futuros, a rede de lasers poderia detectar variações no espaço-tempo provocadas por ondas gravitacionais, com etapas iniciais em órbita terrestre e depois em missões do programa Artemis.
A NASA propõe usar crateras lunares permanentemente sombreadas para criar uma espécie de GPS extraterrestre. A ideia envolve instalar lasers ultraestáveis dentro de crateras ao redor do polo sul, que funcionariam como referência de navegação para missões lunares.
Segundo estudo publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências, o ambiente frio da Lua ajuda a reduzir perturbações em sistemas de medição óptica. As crateras mantêm temperaturas próximas do zero absoluto, favorecendo lasers estáveis em cavidades de silício.
Os pesquisadores defendem que o sistema poderia oferecer navegação precisa para pousos e movimentação na superfície lunar. Também haveria aplicação em comunicação óptica entre Terra e Lua, além de relógios atômicos lunares.
Por que o ambiente lunar facilita
O frio extremo reduz vibrações e distúrbios que afetam lasers na Terra. Em regiões sombreadas, temperaturas chegam a cerca de 16 kelvin, facilitando a estabilidade de frequências ópticas. A configuração proposta usa cavidade óptica de silício para manter a precisão.
A proposta sustenta que lasers estáveis podem gerar sinais de referência confiáveis para operações na superfície lunar. A aproximação é especialmente relevante para áreas com pouca iluminação, como o entorno do polo sul.
Aplicações adicionais e próximos passos
Caso funcione, a rede de lasers poderia detectar pequenas variações de distância entre pontos da Lua, contribuindo para estudos de gravitacionais. Os primeiros testes devem ocorrer nos próximos anos, iniciando em órbita terrestre e seguindo para missões do programa Artemis.
A pesquisa aponta ainda para integração com relógios atômicos espaciais, criando uma infraestrutura avançada de cronometragem para futuras missões. Os resultados serão avaliados à medida que os testes evoluírem.
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