- Cientistas analisaram DNA ambiental na água do mar para avaliar a saúde genética de populações de golfinhos, sem capturar animais, conforme publicação na Frontiers in Marine Science.
- Amostras coletadas próximo à Ilha de Santa Catalina, na Califórnia, revelaram centenas de variantes genéticas presentes na água.
- O golfinho-comum de bico comprido teve a maior diversidade genética; outras espécies apresentaram variabilidade menor.
- A técnica permite monitoramento, detecção de espécies raras e avaliação da saúde genética com menor custo e coleta rápida.
- Pesquisadores veem potencial do DNA ambiental para ampliar o monitoramento oceânico e identificar impactos de poluição, ruído, mudanças climáticas e habitat.
O DNA presente na água do mar permite avaliar a saúde genética de populações de golfinhos sem capturá-los. Pesquisadores publicaram os resultados na revista Frontiers in Marine Science, mostrando que o DNA ambiental, ou eDNA, revela informações sobre diversidade genética.
A técnica analisa material genético liberado pelos animais na água via pele, muco, fezes e outras secreções. Com isso, é possível identificar espécies e medir a diversidade genética de diferentes grupos de golfinhos, sem intervenir diretamente na vida deles.
A pesquisa ocorreu próximo à Ilha de Santa Catalina, na Califórnia. Amostras de água foram coletadas a poucos metros dos grupos de golfinhos, em ambiente oceânico aberto, para sequenciar o DNA encontrado e comparar com bancos genéticos existentes.
Entre os resultados, destacaram-se centenas de variantes genéticas identificadas apenas pela água. Os golfinhos-comuns de bico comprido apresentaram maior diversidade genética, enquanto outras espécies mostraram variabilidade menor.
A diversidade genética funciona como um “seguro biológico” para a sobrevivência das populações, aumentando a capacidade de adaptação a mudanças ambientais, doenças e impactos humanos. O estudo reforça a utilidade do eDNA para monitoramento.
Especialistas ressaltam que o método pode ampliar programas de conservação oceânica. Além de reduzir custos, facilita a detecção de espécies raras, mudanças de habitat e impactos como poluição ou ruído submarino, com mínimo desembolso e risco para os animais.
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