- O médico missionário norte‑americano Peter Stafford contraiu Ebola enquanto atendia pacientes na região de Ituri, na República Democrática do Congo, e foi evacuado para tratamento especializado na Alemanha.
- A variante do vírus é Bundibugyo, uma cepa para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados amplamente disponíveis.
- O surto na região já soma mais de quinhentos casos suspeitos e mais de cento e trinta mortes suspeitas na RDC e em Uganda.
- A esposa de Stafford, a médica Rebekah Stafford, e os quatro filhos do casal deixaram o Congo e estão sob monitoramento por possível exposição, sem apresentar sintomas.
- A Serge, organização missionária que ele integra, pediu orações pela família Stafford, pelas comunidades congolesas afetadas e pela resposta de saúde na região.
O médico missionário norte‑americano Peter Stafford contraiu Ebola enquanto atendia pacientes na República Democrática do Congo, em meio a um surto que já mobiliza atenção na África Central. Stafford foi evacuado para tratamento especializado na Alemanha, em isolamento.
A organização Serge, que atua na região de Ituri, confirmou que Stafford está recebendo cuidados médicos após o diagnóstico da variante Bundibugyo do vírus Ebola. A cepa é rara e não há vacinas ou tratamentos aprovados especificamente para ela.
Stafford vive na África com a esposa e quatro filhos desde 2019. A família deixou o Congo e também está sob monitoramento por possível exposição, sem apresentarem sintomas até o momento, segundo a organização.
O hospital e a rede de apoio local foram acionados para monitorar contatos próximos e reduzir o risco de transmissão. A evacuação ocorreu com cooperação de equipes médicas internacionais.
Situação do surto na região
O surto de Ebola se intensifica na África Central, com mais de 500 casos suspeitos e pelo menos 131 mortes registradas na RDC e em Uganda. Autoridades de saúde reconhecem a velocidade da transmissão em meio a conflitos armados e infraestrutura debilitada.
Ainda segundo a OMS, a transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. A agência internacional manteve a avaliação de risco regional elevada, apesar de o risco global ser considerado baixo.
Pelo menos 130 mortes suspeitas já foram reportadas, e as autoridades ressaltam a importância de vigilância, isolamento de casos e cooperação entre países vizinhos para conter o avanço da doença. O quadro gera preocupação entre profissionais de saúde e comunidades locais.
Reações e apelos
Matt Allison, diretor‑executivo da Serge, pediu orações pela recuperação de Stafford, pela proteção da família e pelas comunidades afetadas. A mensagem reforça a continuidade dos trabalhos da organização na região.
O pastor Franklin Graham também manifestou solidariedade nas redes sociais, solicitando apoio pela família Stafford. Ele lembrou a atuação do casal junto à Serge e relembrou vínculos anteriores com programas de residência religiosa.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com cautela, reforçando a necessidade de recursos para vigilância epidemiológica, assistência médica e apoio humanitário às populações atingidas pelo surto.
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