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Redes sociais inspiram homens a se machucarem para parecerem mais bonitos

Bonesmashing, prática do looksmaxxing, expõe ossos faciais a lesões graves, com risco de assimetria, desfiguração e danos funcionais

Conheça o 'bonesmashing', prática do looksmaxxing para modelar o rosto — Foto: Getty Images
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  • Prática chamada bonesmashing ganha atenção: pessoas batem no próprio rosto com um martelo para moldar a estrutura óssea em busca de aparência mais valorizada pelo looksmaxxing.
  • O movimento looksmaxxing surgiu no início dos anos dois mil e ganhou divulgação no TikTok, associando técnicas que vão de cuidados estéticos a intervenções drásticas.
  • Médicos alertam para sérios riscos faciais, incluindo fraturas, assimetrias, lesões vasculares e neurológicas, além de danos na musculatura e possíveis consequências de longo prazo.
  • Especialistas destacam que não há evidências científicas de que o método seja seguro ou eficaz; profissionais sugerem que procedimentos controlados, como preenchimentos ou implantes, são options mais seguros para mudanças estruturais.
  • Jovens costumam compor o público, e há guias que descrevem rotinas de golpes em áreas específicas do rosto, com relatos de hematomas e recuperação variable, reforçando a necessidade de cautela.

O bonesmashing, prática associada ao movimento looksmaxxing, tem ganhado atenção nas redes sociais ao envolver golpes com martelo no rosto para moldar a estrutura óssea. Jovens executam o procedimento, alegando mudanças estéticas que vão de queixos a maçãs do rosto.

Figura central do assunto é Braden Peters, conhecido online como Clavicular, que aos 20 anos ainda pratica a técnica apesar de ter sido proibido pela mãe na adolescência. O tema ganhou holofotes com a expansão do looksmaxxing nas plataformas digitais.

A prática surge no contexto de uma subcultura online que valoriza a aparência como fator determinante de relacionamentos, sucesso e status. No início dos anos 2010, fóruns extremistas abriram espaço para esse discurso, que ganhou contexto mais amplo com o TikTok na década seguinte.

A técnica divide-se em duas frentes: softmaxxing, com hábitos de cuidados e estilo de vida, e hardmaxxing, que envolve intervenções invasivas. O bonesmashing se enquadra na segunda categoria por usar impactos no osso facial para supostamente causar remodelação durante a cicatrização.

A aplicação envolve bater com um martelo nas áreas da maçã do rosto, mandíbula e queixo, às vezes com auxílio de uma pistola de massagem. A teoria é de que pequenas fraturas controladas estimulem uma remodelação óssea segundo a Lei de Wolff, ainda sem comprovação científica robusta.

Especialistas divergem sobre a eficácia e apontam riscos. Médicos alertam para lesões maxilofaciais graves, desfiguração e consequências de longo prazo, além de possíveis danos vasculares e neurológicos. A assimetria facial é citada como risco comum.

Cartas de profissionais, como a do brasileiro Ricardo Grillo, foram encaminhadas a revistas médicas para chamar atenção ao alcance da prática nas redes. As mensagens destacam que impactos desiguais podem intensificar problemas estéticos e funcionais.

Riscos adicionais citados incluem cicatrização de tecidos, danos ao contorno facial e fraturas na região zigomaticomaxilar. Médicos ressaltam que o controle de traumas não é possível, o que eleva a probabilidade de resultados negativos.

Guias compartilhados por comunidades online sugerem rotinas com dezenas de batidas diárias em diferentes áreas do rosto, além de indicar uso de cosméticos para cobrir hematomas. Autores advertem sobre recuperação dolorosa e resultados incertos.

Para quem busca alternativas seguras, especialistas sugerem procedimentos estéticos tradicionais, como preenchimentos ou implantes, com planejamento médico, técnica estéril e resultados previsíveis. A diferença está no nível de controle e na previsibilidade.

O alerta fica por conta da vulnerabilidade de jovens, grupo que costuma compor a base de adeptos. Médicos destacam que procedimentos faciais durante o crescimento podem trazer danos irreversíveis, incluindo reabsorção óssea e alterações neurológicas.

Caso alguém já esteja envolvido na prática, a orientação médica é buscar avaliação profissional e evitar qualquer método não supervisionado. Profissionais reforçam que escolhas embasadas em redes sociais podem trazer riscos significativos.

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