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Sub-registro de nascidos vivos cai abaixo de 1% pela primeira vez no Brasil

Sub-registro de nascidos vivos atinge 0,95% pela primeira vez; Norte concentra as maiores taxas e revela impactos na cidadania e no acesso a serviços básicos

A queda abaixo dos 1% é um marco para o IBGE, que, com a diminuição do sub-registro no Brasil, tem o intuito de melhorar a fidedignidade das estatísticas demográficas do País
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  • Sub-registro de nascidos vivos atingiu 0,95% em 2024, menor que 1% pela primeira vez no Brasil, conforme o IBGE; o dado considera nascimentos não registrados até o fim do primeiro trimestre de 2025.
  • Subnotificação de nascimento ficou em 0,39%, considerado menor que o sub-registro, aproximando o Brasil da meta de cobertura universal de registro de nascimentos.
  • Regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de sub-registro; Roraima lidera (13,86%), seguido por Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%).
  • Menores índices de sub-registro foram observados em Sul e Sudeste: Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%).
  • No sub-registro de óbitos com menos de 1 ano, o Norte apresenta o maior índice (26,55%), com a taxa de mortalidade infantil afetada pela sub-registro; a região Nordeste fica em 17,58%.

O sub-registro de nascidos vivos no Brasil em 2024 ficou em 0,95%, menor que 1% pela primeira vez. O dado, divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira, 20, corresponde ao que não foi registrado em cartório até o fim do primeiro trimestre de 2025.

O indicador reforça a meta de ampliar a fidedignidade das estatísticas demográficas do País. Mesmo com a melhora, o IBGE ressalta que 22.902 crianças permanecem sem identidade legal, o que afeta acesso a serviços básicos como saúde, educação e assistência social.

A taxa de subnotificação, por sua vez, é de 0,39%, menor do que o sub-registro. O órgão afirma que os resultados aproximam o Brasil da cobertura universal de registro de nascimentos, alinhada aos ODS da ONU.

As maiores taxas de sub-registro acontecem nas regiões Norte e Nordeste, com destaques para Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%). Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%) apresentam as menores taxas, concentradas Sul e Sudeste.

Entre as mães, quanto mais jovens, maior o sub-registro, com o Norte exibindo o comportamento mais acentuado. Em seis estados da região, mães com menos de 15 anos registram taxas acima de 10%.

Entre as menores taxas de sub-registro, o Paraná lidera com 0,12%, seguido por Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%).

Sub-registro de mortes de menores de um ano

O sub-registro de óbitos com menos de 1 ano também segue tendência de desigualdade regional. Norte e Nordeste apresentam as maiores taxas, enquanto Sul e Sudeste apresentam os menores índices.

Dentro dessa pauta, o sub-registro de mortes em menores de 1 ano é de 10,8%, bem acima da média nacional de 3,4% para todas as faixas etárias. O North registra 26,55% e o Nordeste 17,58%.

Segundo o IBGE, esse padrão evidencia disparidades na cobertura do registro civil entre macrorregiões, associadas a densidade de cartórios, acesso geográfico, características demográficas e desenvolvimento socioeconômico.

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