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Agricultor pode lucrar com petróleo encontrado em sítio no Ceará após ANP

ANP confirma petróleo cru encontrado em sítio no Ceará; proprietário não detém o recurso, mas pode receber compensação se houver exploração futura

Na foto estão Sidney Moreira (esquerda) e Sidrônio Moreira (direita) no sítio onde moram em Tabuleiro do Norte. — Foto: Gabriela Feitosa/g1
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  • A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que o líquido encontrado pelo agricultor Sidrônio Moreira, em Tabuleiro do Norte (Ceará), é petróleo cru.
  • Mesmo sendo encontrado na própria propriedade, Sidrônio não passa a ter posse do petróleo, pois o subsolo pertence à União; ele pode receber compensação financeira caso a área seja explorada futuramente.
  • A legislação permite que proprietários recebam até 1% da exploração, dependendo de fatores técnicos e econômicos.
  • A confirmação inicia uma fase de avaliação técnica pela ANP para verificar o tamanho da reserva, a qualidade do óleo e a viabilidade econômica da operação, sem prazo definido.
  • A área permanece isolada durante os estudos, e a exploração pode levar anos, com delimitação de blocos, licenciamento e possível leilão de reservas.

O agricultor cearense Sidrônio Moreira, 63 anos, encontrou petróleo cru ao perfurar um poço em busca de água em Tabuleiro do Norte, interior do Ceará. A descoberta ocorreu dentro de sua propriedade e foi confirmada pela ANP nesta terça-feira, 19, após análises técnicas. Não houve posse do petróleo pelo proprietário, pois o subsolo pertence à União.

A confirmação abre espaço para avaliação de viabilidade econômica, mas não garante exploração. A área pode vir a receber compensação financeira caso seja explorada futuramente, conforme a legislação brasileira sobre recursos minerais.

Confirmação e próximos passos

A ANP informou que será aberta uma fase de avaliação técnica para medir o tamanho da reserva, a qualidade do petróleo e a viabilidade da exploração. Não há prazo definido para a conclusão dos Estudos, segundo o órgão.

O processo envolve delimitar blocos de exploração, licenciamento ambiental, estudos geológicos e infraestrutura de produção, o que pode levar anos. A viabilidade depende do custo de produção versus retorno esperado.

Contexto e impactos

Os técnicos da ANP destacaram que a descoberta ocorreu em profundidade rasa, aproximadamente 40 metros, chamando atenção para a viabilidade inicial. Amostras analisadas pelo IFCE mostraram semelhanças com petróleo da região Potiguar.

Mesmo com a confirmação, a área permanece isolada. Moradores foram orientados a evitar contato com o material, enquanto a Semace avalia medidas ambientais. A imprensa local acompanha o desenrolar do caso.

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