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Barriga de cerveja pode ser mais perigosa que excesso de peso, aponta estudo

Estudo na Annals of Internal Medicine aponta que gordura abdominal aumenta o risco de mortalidade acima do peso; homens, risco dobra; mulheres, 1,5 vezes

Acúmulo de gordura na região abdominal está associado ao aumento do risco cardiovascular, diabetes e maior mortalidade
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  • Estudo publicado na Annals of Internal Medicine analisou dados de mais de 15 mil pessoas e mostrou que a gordura abdominal pode representar maior risco de mortalidade do que o excesso de peso.
  • Homens com obesidade central tiveram risco de morte até o dobro em relação a pessoas apenas acima do peso; entre as mulheres, o risco foi 1,5 vez maior.
  • A gordura abdominal envolve gordura visceral, ligada a resistência à insulina, diabetes, inflamações e maior risco cardiovascular, diferente da gordura subcutânea.
  • O estudo reforça que ter IMC normal não garante saúde.
  • Redução da gordura visceral depende de mudanças na rotina: dieta com frutas/verduras, exercícios aeróbicos, sono de qualidade, menos sedentarismo e acompanhamento médico; dietas como mediterrânea podem ajudar.

Um estudo publicado na Annals of Internal Medicine aponta que a gordura acumulada na região abdominal pode representar um risco maior de mortalidade do que o excesso de peso, mesmo para pessoas com IMC normal. A pesquisa analisou dados de mais de 15 mil voluntários.

Os dados mostram que a obesidade central aumenta o risco de morte, especialmente entre homens, onde o risco chegou a dobrar em relação a pessoas apenas acima do peso. Entre mulheres com gordura abdominal similar, o risco subiu 1,5 vez. O estudo reforça que IMC normal não garante saúde.

A gordura visceral envolve órgãos internos e está associada a resistência à insulina, diabetes, inflamações e maior risco cardiovascular. Pesquisas anteriores já ligavam medida da cintura a doenças cardíacas e diabetes, mas este trabalho enfatiza a mortalidade.

O que caracteriza o risco

A gordura abdominal difere da subcutânea: envolve o interior do corpo, com impactos metabólicos relevantes. Fatores como idade, hormônios, genética e estilo de vida modulam a distribuição de gordura.

Hábitos diários influenciam o acúmulo. Sedentarismo, alimentação ultraprocessada, consumo excessivo de álcool e sono inadequado aparecem entre os principais contribuintes para a gordura visceral.

Como reduzir a gordura abdominal

Não há solução rápida. Mudanças consistentes na rotina são essenciais para reduzir gordura visceral. Recomenda-se:

  • consumir mais frutas, verduras e alimentos naturais;
  • prática regular de exercícios aeróbicos;
  • melhorar a qualidade do sono;
  • reduzir o sedentarismo e manter acompanhamento médico quando necessário.

Estudos citados na revisão apontam que a dieta mediterrânea pode ajudar na redução da circunferência abdominal, assim como exercícios aeróbicos, segundo pesquisas internacionais. Também há evidências de que sono adequado reduz o impacto metabólico da gordura abdominal.

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