- Chá de canela pode ajudar no controle da glicemia, atuando no metabolismo da glicose e na ação da insulina, além de inibir enzimas digestivas ligadas à absorção de carboidratos.
- Pode provocar sensação de aquecimento no corpo e, segundo estudos, há possível ativação do tecido adiposo marrom, embora as explicações científicas ainda não estejam definidas.
- Há indicação de possível melhoria da função cognitiva em revisões recentes, com associações a componentes da canela em estudos in vivo e in vitro.
- Possui contraindicações: gestantes e lactantes, crianças e adolescentes, indivíduos com hipersensibilidade à canela e pessoas que usam anticoagulantes; há cautela para quem usa antiarrítmicos, glicosídeos cardiotônicos e diuréticos.
- Como preparar: em canela em pó, infusão com 0,5 a 1 grama em 150 mililitros de água fervente por cerca de dez minutos; em canela em pau, usar decocção fervendo a casca; para um litro, usar quatro ramas grandes ou seis médias.
A canela tem ganhado espaço entre as bebidas quentes, especialmente no inverno, por seu aroma marcante e possível efeito no controle glicêmico. O chá de canela é produzido a partir da casca de árvores do gênero Cinnamomum e pode ser preparado com canela em pau ou em pó. Pesquisas apontam compostos bioativos com potencial terapêutico, embora os benefícios variem conforme a forma de preparo.
Entre os componentes essenciais estão trans-cinamaldeído, eugenol e linalol, que respondem pelo aroma, analgesia, inflamação e ações antimicrobianas. O óleo essencial da canela concentra boa parte desses elementos, representando mais de 80% da composição segundo especialistas. Compostos antioxidantes como ácido cinâmico também são destacados.
Benefícios comuns atribuídos à canela incluem o suporte ao controle da glicemia, pela influência na insulina e na digestão de carboidratos. Pesquisas recentes indicam melhora no controle de glicose em indivíduos com pré-diabetes relacionado à obesidade, com possível inibição de enzimas da digestão de carboidratos.
A bebida também é associada à sensação de aquecimento e, em alguns estudos, à ativação de tecido adiposo que ajuda a manter a temperatura corporal. Já em relação à função cognitiva, revisões sugerem melhora na memória e aprendizado em parte dos estudos, com variações entre in vivo e in vitro.
Composição e mecanismos
O canela-do-Ceilão e a canela-cássia são as espécies mais utilizadas. Além dos óleos, a planta oferece cinâmico, beta-cariofileno e outros compostos que potencializam efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Esses elementos explicam parte dos efeitos metabólicos relatados em estudos.
Cuidados e contraindicações
O consumo não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com hipersensibilidade à canela. Anticoagulantes, antiarrítmicos, glicosídeos cardiotônicos e diuréticos exigem cautela, pela presença de cumarinas e potenciais interações.
Preparos e indicações de uso
Para canela em pó, a infusão requer 0,5 a 1 grama em 150 ml de água fervente, tampando por 10 minutos e coando. Na canela em pau, a decocção envolve fervura com a casca, com mais tempo de preparo indicada para manter o sabor.
Para obter maior volume, a especialista recomenda usar quatro ramas grandes ou seis médias para 1 litro de chá, mantendo o equilíbrio entre sabor e amargor.
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