- Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, é o primeiro distrito da capital a entrar em epidemia de dengue em 2026, com coeficiente de 323 casos por 100 mil habitantes (dados provisórios até 15 de maio).
- Outros distritos com maior incidência são Cachoeirinha (233,4) e Guaianases (205,1); a cidade de São Paulo totaliza 7.841 casos confirmados e duas mortes.
- A Secretaria Municipal de Saúde informou que foram realizadas mais de 440 mil ações de prevenção e combate à dengue nos três distritos desde janeiro, com queda nos novos casos nas últimas semanas.
- Em 2025, a transmissão foi mais intensa do que em 2026; Jardim Ângela foi o distrito com maior incidência no ano passado, com 1.057,5 casos por 100 mil habitantes.
- Especialista da USP aponta que áreas periféricas com menor acesso à saúde favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti e atrasam o diagnóstico, aumentando o risco de transmissão.
Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, é o primeiro distrito da capital a entrar em epidemia de dengue em 2026, com coeficiente de 323 casos por 100 mil habitantes, até 15 de maio, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Os dados são provisórios.
O indicador indica alto risco de novas infecções e doença entre moradores. A incidência é calculada multiplicando o número de novos casos por 100 mil habitantes e dividindo pelo total da população do distrito.
Em números absolutos, Cidade Tiradentes registra 783 casos. Cachoeirinha (233,4) e Guaianases (205,1) aparecem logo atrás, nas regiões norte e leste da cidade. A capital tem 96 distritos; 84 apresentam incidência baixa e 11, média.
A cidade de São Paulo soma 7.841 infecções confirmadas e duas mortes. A Secretaria da Saúde informou que, desde janeiro, foram realizadas mais de 440 mil ações de prevenção e combate à dengue nos três distritos citados, com queda recente no ritmo de novos casos.
Contexto epidemiológico
Especialistas destacam que áreas periféricas oferecem condições que favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Falta de acesso a prevenções e serviços de saúde também impacta o diagnóstico.
O médico do Departamento de Medicina Tropical da USP ressalta que a baixa circulação de serviços públicos em áreas vulneráveis atrasa a detecção do problema. Com menos acesso, agentes de saúde enfrentam desafios para chegar aos criadouros.
Segundo a Secretaria da Saúde, a combinação de condições ambientais, circulação viral, densidade de vetores e fatores demográficos explica diferenças de incidência entre distritos ao longo do tempo.
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