Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Diagnóstico tardio do câncer de ovário ocorre em 75% dos casos no Brasil

No Dia Mundial do Câncer de Ovário, 75% dos casos são detectados em estágio avançado e não há exame único de rastreamento eficaz

Foto: Créditos/Autoria: Shutterstock / DINO
0:00
Carregando...
0:00
  • No Dia Mundial do Câncer de Ovário, o tumor ginecológico mais letal no Brasil tem 75% dos casos em estágio avançado e apenas 25% diagnosticados precocemente.
  • Não existe um exame único de rastreamento; sintomas como inchaço abdominal e dor pélvica costumam ser inespecíficos, o que atrasa a investigação.
  • Fatores de risco incluem mutações BRCA1/BRCA2, histórico familiar, idade avançada, obesidade e hábitos de vida.
  • Relato de Elisabete Gutschow Pereira, 52 anos, que descobriu o câncer de ovário durante cirurgia para mioma; fez quimioterapia e passou por duas cirurgias.
  • A estratégia médica envolve avaliação combinada de imagens, marcadores tumorais e genética para melhorar a detecção precoce, especialmente em mulheres com histórico familiar ou fatores genéticos.

O Dia Mundial do Câncer de Ovário, em 8 de maio, destaca que esse tumor é o mais letal entre os ginecológicos. Aproximadamente 75% dos casos são detectados em estágio avançado, enquanto apenas 25% são identificados precocemente. Não há um exame único de rastreamento eficiente.

Dados do INCA mostram que o atraso no diagnóstico reduz opções terapêuticas e as taxas de sobrevida. Ao contrário do câncer de mama, não existe teste universal de detecção precoce para o ovário. Os sintomas costumam ser inespecíficos, como inchaço abdominal e dor pélvica.

A gravidade da doença é ressaltada por especialistas: os sinais geralmente são confundidos com quadros benignos, o que atrasa a investigação. A predisposição genética, especialmente mutações BRCA1/2, aumenta o risco, assim como histórico familiar, idade avançada, obesidade e hábitos de vida.

Elisabete Gutschow Pereira, de 52 anos, carrega o relato de um percurso comum. Ela procurou atendimento por fluxo menstrual intenso, inicialmente associado a mioma uterino, e durante a cirurgia foi identificado um tumor maligno de ovário.

Após o diagnóstico, Elisabete iniciou quimioterapia e passou por duas cirurgias para remoção de órgãos afetados. O tratamento tem sido intenso, com rotina de exames e internações, segundo a paciente. A rede de apoio familiar e a confiança na equipe médica são apontadas como fundamentais.

Atualmente, Elisabete realiza acompanhamento oncológico regular, mantém atividades no trabalho e em casa, e reforça a importância de ficar atento a alterações no corpo. Ela afirma que a vida continua, com gratidão pela dedicação da equipe de saúde e pelo suporte recebido.

Sinais, diagnóstico e prevenção

Os sintomas permanecem inespecíficos e costumam atrasar a investigação. Em geral, a presença de sinais persistentes deve levar a avaliação médica, especialmente para mulheres com histórico familiar ou mutações BRCA. A ausência de rastreamento único torna crucial a combinação de exames de imagem, marcadores tumorais e avaliação genética.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais