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Ex-astronauta da NASA comenta lançamento da Starship em entrevista à CNN

Ex-astronauta da Nasa, Donald A. Thomas, destaca cooperação entre setor público e privado em missões à Lua e a Marte; Brasil pode participar de equipes internacionais

Donald A. Thomas , astronauta ex-Nasa
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  • O ex-astronauta Donald A. Thomas, que voou em missões com o ônibus espacial Columbia, está no Brasil para palestras e concedeu entrevista à CNN Brasil durante o evento Senior Experience em São Paulo.
  • Thomas diz que empresas privadas, como SpaceX e Blue Origin, trabalham com a NASA em missões para a Lua e, no futuro, para Marte, destacando cooperação além da competição.
  • O entrevistado reiterou que estamos voltando à Lua e nos preparando para Marte, com missões futuras possivelmente internacionais representando a Terra.
  • Ele aponta a Artemis II como marco, por reacender o interesse pela Lua e pelo espaço, inspirando uma nova geração desde a era de Neil Armstrong.
  • Sobre o Brasil, ele cita a participação histórica de Marcos Pontes e enfatiza a importância de investir em ciência, matemática e engenharia para futuras oportunidades brasileiras no espaço.

Donald A. Thomas, ex-astronauta da Nasa, concedeu uma entrevista exclusiva à CNN Brasil durante sua passagem pelo Brasil, na qual comentou o lançamento da Starship e o atual momento do setor espacial. Ele participou de uma série de palestras no país.

O cientista, que integrou missões do ônibus espacial Columbia e deixou a agência em 2007, afirmou que empresas privadas atuam em parceria com a Nasa para missões à Lua e, futuramente, a Marte. Para ele, não se trata apenas de competição, mas de cooperação.

Thomas participou do evento Senior Experience em São Paulo e relembrou o papel histórico do Space Shuttle, destacando o legado de 135 missões em três décadas e a continuidade de esforços para exploração além da órbita terrestre.

Ele ressaltou que a atual corrida espacial inclui várias parceiras com a indústria privada, como a SpaceX e a Blue Origin, que colaboram com a Nasa em projetos lunares e, no longo prazo, em missões marcianas.

O ex-astronauta também avaliou o cenário mundial, citando a China como concorrente que planeja levar astronautas à Lua até 2030. Mesmo assim, defendeu que a cooperação internacional, exemplificada pela ISS, tende a prevalecer.

Cooperação e lições da Artemis II

Thomas destacou que a Artemis II representa um marco por reacender o interesse global pela Lua e pelo espaço, semelhante ao impulso que a missão histórica de 1969 provocou nos jovens ao redor do mundo.

O veterano lembrou que seu exemplo pessoal de inspiração veio de Armstrong e reforçou que missões futuras devem envolver equipes internacionais, promovendo participação de países além dos Estados Unidos.

O papel do Brasil no avanço espacial

O ex-astronauta ressaltou a participação brasileira em missões anteriores e citou Marcos Pontes como referência nacional, incentivando investimentos contínuos em ciência, matemática e engenharia para gerar retorno a longo prazo.

Thomas destacou a possibilidade de jovens da região, incluindo o Brasil, participarem de missões à Lua ou a Marte por meio de equipes internacionais, reforçando a importância de acreditar na oportunidade de atuar no espaço.

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