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Ferramenta de IA auxilia médicos no tratamento da bipolaridade

IA tutora para médicos no tratamento do transtorno bipolar é usada por mais de 300 profissionais, sem interferir no diagnóstico final

Tecnologias viraram aliadas em tratamentos medicinais
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  • Uma IA criada pela equipe do médico psiquiatra Renato Silva, da USP, atua como tutora nos tratamentos do Transtorno Bipolar, catalogando artigos de fontes confiáveis para auxiliar atendimentos clínicos.
  • A ferramenta já é utilizada por mais de 300 profissionais de saúde, somando cerca de 10 mil interações registradas, e pode ser usada via WhatsApp; não realiza diagnósticos.
  • O fabricante afirma que a IA é educativa e não substitui o diagnóstico clínico, que continua sendo função exclusiva do médico; o objetivo é formar profissionais sobre o transtorno bipolar.
  • O diagnóstico de bipolaridade é clínicamente desafiador e pode ter atraso de 8 a 10 anos no Brasil; a plataforma ajuda a esclarecer dúvidas sobre transtornos de humor com base em fontes especializadas, e 84% dos médicos que a utilizam voltam a usá-la.
  • O uso da IA é visto como apoio para protocolos e interação medicamentosa, mas o tratamento permanece individualizado e dependente do contexto do paciente, mantendo a importância da relação médico-paciente.

Uma nova ferramenta de IA chega ao cuidado em saúde mental no Brasil, atuando como tutora para médicos no tratamento do Transtorno Bipolar. Desenvolvida pela equipe do psiquiatra Renato Silva, da USP, a plataforma auxilia na curadoria de artigos e fontes confiáveis para embasar atendimentos clínicos.

A tecnologia já é utilizada por mais de 300 profissionais e registra cerca de 10 mil interações. Segundo Silva, a IA não substitui o diagnóstico, mas auxilia o médico com informações atualizadas, operando inclusive pelo WhatsApp.

A ferramenta foi criada para diferenciar conhecimento confiável de informações genéricas encontradas na web. Ela utiliza fontes especializadas e livros, com o objetivo de apoiar a tomada de decisão clínica sem interferir no veredito final do médico.

Renato destaca que o diagnóstico de bipolaridade costuma ser desafiador, com sintomas difusos e atraso de 8 a 10 anos no Brasil. A IA atua como suporte educativo, ajudando profissionais a compreender melhor a condição.

A bipolaridade envolve episódios de mania e de depressão, com variações como hipomania e sintomas psicóticos em alguns casos. A diferença entre os polos positivo e negativo é observada durante as consultas.

Especialistas ressaltam que o contexto do paciente – como fatores sociais, familiares e hábitos de vida – é essencial para o tratamento. A IA não substitui a avaliação individualizada nem considera tais nuances sozinha.

Desempenho e limites da IA

A comunidade médica avalia positivamente a ferramenta, com 84% dos usuários retornando para utilizá-la. Apesar disso, o diagnóstico, a decisão clínica e o tratamento continuam sob responsabilidade exclusiva do médico.

O psiquiatra Alfredo Simonetti comenta que a IA pode reduzir questões administrativas, liberando tempo para o contato com o paciente. Ele lembra que a psiquiatria valoriza fortemente essa relação humana.

Simonetti aponta ainda que a pandemia mostrou como atendimentos virtuais podem favorecer a medicina, incluindo a psiquiatria. A depender do avanço tecnológico, a prática pode ganhar novas possibilidades de atuação.

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