- Maitê, bebê de um ano e três meses, foi diagnosticada com hepatoblastoma após dores abdominais e abdômen inchado.
- Inicialmente receberam diagnóstico de constipação; o tumor já havia se espalhado para os pulmões, levando à quimioterapia.
- Em seguida, a filha passou por uma cirurgia de remoção do tumor e parte do fígado; as metástases enxergadas nos pulmões sumiram e não houve transplante.
- A família enfrentou dificuldades financeiras durante o tratamento e contou com apoio da TUCCA.
- O caso ilustra o enfrentamento do câncer infantojuvenil no Brasil: estima-se sete mil e quinhentos a oito mil casos novos por ano entre 2026 e 2028, com cerca de oitenta por cento de chance de cura quando o diagnóstico é precoce.
Maitê, bebê de 1 ano e 3 meses, teve início com dores intensas e abdômen inchado. Em atendimento inicial, diagnóstico de prisão de ventre foi anunciado, mas exames posteriores mostraram um tumor maligno no fígado. A família seguiu para tratamento oncológico.
Aos médicos, a mãe relatou que o abdômen permaneceu rígido e inchado após a primeira avaliação. Uma tomografia confirmou hepatoblastoma, um tipo raro de câncer hepático. A notícia revelou a necessidade de intervenção complexa, incluindo quimioterapia e cirurgia.
Maitê foi transferida para a TUCCA, em São Paulo, para acompanhamento com oncologia pediátrica. O tumor já havia se espalhado aos pulmões, o que levou a a necessidade de controlar as metástases antes de qualquer transplante.
Tratamento e desdobramentos
De início, a equipe informou que o fígado estava comprometido e que a criança precisaria de um transplante futuro, sujeita à resposta à quimioterapia para reduzir as metástases pulmonares. O procedimento exigiria preparação cuidadosa e monitoramento contínuo.
Após três ciclos de quimioterapia, a paciente apresentou boa resposta, com queda das metástases nos pulmões. Em seguida, realizou cirurgia de 12 horas para retirada do tumor, preservando parte do fígado. O transplante acabou não sendo necessário.
A condição de Maitê está na fase final do tratamento, com melhoria clínica e redução de sintomas. A mãe compartilha que a passagem pelo câncer mudou a percepção sobre a vida e a força diante das dificuldades.
Contexto nacional
O câncer infantojuvenil no Brasil é a principal causa de morte por doença na faixa de 1 a 19 anos, respondendo por cerca de 8% dos óbitos, segundo o INCA. Estima-se 7.560 novos casos por ano entre 2026 e 2028.
Apesar dos desafios, a taxa de cura chega a cerca de 80% quando o diagnóstico ocorre precocemente e o tratamento é realizado em centros especializados. O tempo até o diagnóstico é apontado como fator determinante para o desfecho clínico.
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